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Médico vira réu por homicídio após retirar órgão errado em cirurgia nos EUA

Procedimento malsucedido leva à morte de idoso e expõe histórico de falhas profissionais

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um médico da Flórida foi acusado de homicídio após a morte de um idoso durante cirurgia.
  • O procedimento errado resultou na remoção do fígado em vez do baço, levando a hemorragia severa.
  • A autópsia revelou que o baço estava intacto, contradizendo a alegação do médico sobre a causa da morte.
  • O médico enfrenta outras acusações de negligência e pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O médico Thomas Shaknovksy, 44 anos, é acusado de ter causado a morte de um idoso após uma cirurgia Divulgação/Walton County Sheriff's Office

Um médico do estado da Flórida, nos Estados Unidos, foi preso e acusado de homicídio após a morte de um paciente durante uma cirurgia em 2024.

Thomas Shaknovsky foi indiciado após decisão de um grande júri do condado de Walton. Ele é suspeito de ter causado a morte de William Bryan, um homem de 70 anos, ao remover o fígado em vez do baço durante um procedimento programado.


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De acordo com as investigações, Bryan havia sido internado após sentir fortes dores laterais enquanto estava na Flórida com a esposa. Exames indicaram uma anomalia no baço, e o paciente foi orientado a realizar uma cirurgia para retirada do órgão.

A esposa da vítima afirmou que o casal pretendia retornar ao estado do Alabama para realizar o procedimento, mas o médico teria alertado que a viagem seria arriscada, alegando que o paciente poderia morrer devido a um suposto sangramento interno.


Durante a cirurgia, inicialmente planejada como laparoscópica, o médico teria optado por convertê-la em um procedimento aberto por dificuldades de visualização. Nesse momento, segundo relatos, vasos ligados ao fígado foram cortados, provocando uma hemorragia severa.

O paciente sofreu parada cardíaca ainda durante a operação e morreu na sala cirúrgica. Testemunhas afirmaram que, mesmo diante da gravidade da situação, o médico continuou o procedimento e não solicitou ajuda imediata.


Após a cirurgia, o médico informou à família que a causa da morte teria sido o rompimento de um aneurisma no baço. No entanto, uma autópsia revelou que o baço estava intacto e que o fígado havia sido removido.

Relatos de pessoas presentes na sala de operação indicam que a equipe ficou surpresa ao ver o fígado retirado e ainda mais quando o médico teria insistido que se tratava do baço. Um dos profissionais disse ter passado mal diante da situação.


Além deste caso, o médico já havia sido alvo de outras acusações de negligência. Órgãos reguladores apontam que ele retirou parte do pâncreas de um paciente em uma cirurgia diferente da planejada e, em outro episódio, teria causado perfuração intestinal ao remover tecido indevido.

Após a morte de Bryan, a licença médica do profissional foi suspensa na Flórida, além de restrições semelhantes em outros estados. Ele permanece detido e aguarda audiência judicial. Caso seja condenado, pode pegar até 15 anos de prisão.

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