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Suspeito de ataque na Nova Zelândia responderá por terrorismo

Homem australiano, supremacista de extrema-direita, assassinou 51 pessoas e feriu 40 no pior massacre da história do país, em março deste ano

Internacional|Da EFE

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Atentado aconteceu em duas mesquitas em março
Atentado aconteceu em duas mesquitas em março

A polícia da Nova Zelândia acusou, nesta terça-feira (21), de crime de terrorismo o único preso pelo atentado supremacista de extrema-direita cometido em duas mesquitas, no mês de março, na cidade de Christchurch, onde morreram 51 pessoas.

O extremista também foi acusado de mais um assassinato (após a morte em maio de um dos feridos), subindo para um total de 51, e 40 acusações por tentativa de assassinato, disse a polícia neozelandesa através de um comunicado.


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O comissário da polícia, Mike Bush, se reuniu com cerca de 200 sobreviventes e familiares das vítimas do ataque às mesquitas de Al Noor e Linwood para informá-los sobre as novas acusações e as novidades nas investigações em relação ao processo judicial.

Pior massacre da Nova Zelândia


O acusado, que transmitiu o ataque ao vivo pela internet, disparou contra muçulmanos que estavam nas mesquitas para as orações de sexta-feira.

O ataque do australiano de 28 anos, que também publicou sua ideologia supremacista nas redes sociais, pegou as autoridades de surpresa, já que ele não tinha registro e obteve uma licença de arma em novembro de 2017, depois de cumprir as exigências legais.

Desde o ataque às mesquitas de Christchurch, o governo da Nova Zelândia adotou várias medidas, como a reforma da posse de armas semiautomáticas, e promoveu regulamentações nas redes sociais para evitar a disseminação de mensagens de ódio, assim como criou uma Comissão Real para investigar os fatos.

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