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Trégua e negociações perdem força em cidades sírias disputadas

Internacional|Do R7

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Cairo, 15 ago (EFE).- O cessar-fogo de 72 horas entre as forças governamentais e os rebeldes em várias cidades sírias disputadas e as negociações para estendê-lo cambalearam neste sábado devido ao impacto de vários projéteis em Fua, na província de Idlib, segundo ativistas. O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que os projéteis, lançados pelos rebeldes, deixaram dois mortos, e acrescentou que as negociações continuam para estender a trégua pela segunda vez em Fua e na cidade vizinha de Kefraya. O cessar-fogo de 48 horas, que entrou em vigor às 6h (horário local, 0h de Brasília) de quarta-feira, foi estendido durante 24 outras horas até o dia de hoje. Por outra parte, o Observatório disse que a cessação das hostilidades se mantém por enquanto na cidade de Al Zabadani, onde foi declarada também uma trégua no marco do mesmo acordo que incluiu Fua e Kefraya. Já o grupo sírio Comitês de Coordenação Local afirmou que o cessar-fogo e as negociações fracassaram nas três cidades, onde se retomaram as hostilidades e os bombardeios. Al Zabadani é uma estratégica cidade da periferia de Damasco, próxima à fronteira com o Líbano, que é palco desde o último dia 4 de julho de uma ofensiva das forças governamentais, apoiadas pelo grupo xiita libanês Hezbollah, que tentam expulsar os rebeldes. Fua e Kefraya são duas localidades que estão assediadas pela Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda, e outros grupos armados aliados, opositores ao governo do presidente Bashar al Assad. As negociações se desenvolveram desde o primeiro momento entre delegações iranianas e do Hezbollah, pelo lado governamental, e facções rebeldes locais, por outro lado. O diálogo se centrou em garantir aos combatentes do Movimento Islâmico dos Livres de Sham, uma das organizações opositoras em Al Zabadani, ônibus para que possam sair desta cidade, em troca de transferir os moradores xiitas de Fua e Kefraya para Damasco e zonas periféricas. O Irã é um dos principais aliados do regime de Assad, junto ao Hezbollah, ambos xiitas, da mesma forma que o presidente sírio. EFE ms/rsd

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