Trump: alíquota mínima de tarifas sobre produtos importados aos EUA será de 10%
Nações que aplicam tarifas consideradas ‘elevadas’ contra produtos norte-americanos enfrentarão taxas ainda maiores
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) a fixação de uma alíquota mínima de 10% sobre importações de todos os países. No entanto, nações que aplicam tarifas consideradas “elevadas” contra produtos norte-americanos enfrentarão taxas ainda maiores.
Produtos provenientes de países como Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Panamá, Paraguai, Reino Unido, Turquia, Ucrânia e Uruguai receberão a tarifa mínima de 10%.
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As tarifas recíprocas para a China serão de 34%, enquanto os produtos da União Europeia serão taxados em 20%.
Para o Japão, Coreia do Sul e Índia, as sobretaxas serão de 24%, 25% e 26%, respectivamente. Importações da Suíça terão uma tarifa de 31%, enquanto os produtos da Venezuela serão taxados em 15%.
A tabela de tarifas divulgada pela Casa Branca não menciona sobretaxas para Canadá e México.
Lista por país
As novas taxas entrarão em vigor no próximo sábado (5). Após Trump anunciar a medida, a Casa Branca divulgou tabelas com as tarifas a serem aplicadas contra 185 países e blocos econômicos:




“Era de ouro da América”
Ao fazer o anúncio das tarifas, Trump disse que “este é um dos dias mais importantes na minha opinião na história americana”.
“É nossa declaração de independência econômica. Durante anos, cidadãos americanos trabalhadores foram forçados a ficar de fora enquanto outras nações ficavam ricas e poderosas, muito disso às nossas custas”, disse Trump.
“Mas agora é a nossa vez de prosperar e, ao fazer isso, usar trilhões e trilhões de dólares para reduzir nossos impostos e pagar nossa dívida nacional e tudo isso vai acontecer muito rápido. Com a ação de hoje, finalmente seremos capazes de tornar a América grande novamente, maior do que nunca”, destacou.
Segundo o presidente dos EUA, “empregos e fábricas voltarão com tudo ao nosso país” a partir das tarifas anunciadas nesta quarta.
“Vamos turbinar nossa base industrial doméstica. Vamos abrir mercados estrangeiros e quebrar barreiras de comércio exterior e, finalmente, mais produção em casa significará competição mais forte e preços mais baixos para os consumidores. Esta será de fato a era de ouro da América. Ela está voltando. Nós vamos voltar com muita força.”
Medidas protecionistas e negociação
As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos.
O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais.
Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”.
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