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Mauro Vieira diz que tarifaço dos EUA tem motivação política

Segundo o ministro das Relações Exteriores, justificativas dadas pela Casa Branca ‘não têm lastro na realidade’

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Mauro Vieira critica novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, alegando motivações políticas.
  • Declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, são consideradas "inaceitáveis" e ofensivas ao Brasil.
  • O governo brasileiro tem negociado com os EUA desde antes do primeiro tarifaço, com mais de 30 reuniões realizadas.
  • As tarifas foram elevadas a 50% por motivações políticas, segundo Vieira, em tentativa de interferir no Judiciário brasileiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para Mauro Vieira, declarações de Rubio foram ofensivas ao povo brasileiro Valter Campanato/Agência Brasil - Arquivo

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta quinta-feira (16) que não há justificativa para as novas tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e que as falas do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, são “inaceitáveis”.

Segundo o chanceler, a medida teve motivação política. “As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para a adoção de tarifas contra os produtos brasileiros”, afirmou em pronunciamento.


“Todas as alegações dos americanos para justificar a aplicação de tarifas não têm lastro na realidade”, disse Vieira.

Para o ministro, as declarações de Rubio foram ofensivas ao povo e ao governo brasileiros, além de atacarem, “de forma grosseira e arrogante, o Chefe de Estado de um país amigo”.


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O ministro ainda destacou que o governo brasileiro está negociando com os Estados Unidos desde antes do primeiro tarifaço, anunciado em 2 abril de 2025. Segundo o chanceler, desde março do ano passado, foram realizadas mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone com autoridades norte-americanas.

Vieira relembrou as medidas adotadas pelos EUA e afirmou que as tarifas foram elevadas a 50%, há exatamente um ano, “por expressa motivação política, em tentativa de interferência no Poder Judiciário brasileiro”.


Para o chanceler, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil “não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis” nas negociações.

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