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JR ENTREVISTA: presidente da Anvisa alerta para riscos de canetas clandestinas e pede denúncias

Leandro Safatle afirma que medicamentos devem ser usados com acompanhamento médico e vendidos com retenção de receita

JR Entrevista|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, alerta sobre os riscos de canetas emagrecedoras clandestinas e pede que consumidores denunciem irregularidades.
  • É enfatizada a importância de usar medicamentos com recomendação e acompanhamento médico para garantir segurança e eficácia.
  • A Anvisa monitora efeitos adversos das canetas, incluindo 13 notificações de perda de visão ou cegueira, e investiga casos de pancreatite.
  • Safatle destaca o papel do sistema de farmacovigilância e solicita que consumidores relatem efeitos adversos à Anvisa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (7) é o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Leandro Safatle. À jornalista Vanessa Lima, ele fala sobre os cuidados necessários no uso de canetas emagrecedoras, os riscos de produtos clandestinos, a fiscalização do mercado e a investigação de possíveis efeitos adversos relacionados aos medicamentos.

Safatle pediu ajuda aos consumidores para identificar e denunciar irregularidades na venda desses produtos. “É importante fazer essa denúncia para a gente. Então, se estiver comprando, vendendo um produto sem receita, é muito importante que a gente tenha essa informação para que a gente possa fazer a atuação devida”, afirmou.

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“Imagina o medicamento que é novo, que não passou por nenhum processo nesse sentido de avaliação. Então, a população fica com risco muito majorado nesse sentido. É muito importante que a população utilize o produto que foi validado, certificado e registrado pela agência”, acrescentou.

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Durante a entrevista, Safatle também falou sobre o monitoramento dos efeitos adversos associados às canetas. Segundo ele, a Anvisa acompanha casos que não estavam registrados inicialmente nas bulas dos medicamentos.

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A agência monitora 13 notificações de possível perda de visão ou cegueira associadas ao uso das canetas. Além disso, o órgão investiga ocorrências de pancreatite.

Segundo ele, a Anvisa realiza o acompanhamento por meio do sistema de farmacovigilância, que permite analisar relatos feitos por pacientes e profissionais de saúde. O diretor-presidente da agência pediu também que os próprios consumidores comuniquem à agência eventuais efeitos adversos.

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“O que acontece com qualquer medicamento que é utilizado em larga escala, um medicamento geralmente novo? Ele começa a aparecer alguns efeitos adversos [...] O que é importante para a população fazer? Fazer o aviso disso, avisar isso para a Anvisa. No próprio site da Anvisa tem um espaço para você fazer esse tipo de informação”, recomendou.

Segundo Safatle, as canetas devem ser utilizadas somente com recomendação e acompanhamento médico. “É muito importante o uso desse tipo de medicação só após a recomendação médica, porque ele [paciente] vai ter o acompanhamento necessário, o uso adequado desse tipo de medicamento para que ele consiga atingir o efeito desejado.”

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O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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