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Delegado suspeito de matar namorada deve ser ouvido hoje na Assembleia

Convocado pela terceira vez, Geraldo Toledo foi autorizado pela Justiça a ir à reunião

Minas Gerais|Do R7 MG

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A adolescente e o delegado teriam namorado por seis meses
A adolescente e o delegado teriam namorado por seis meses

O delegado Geraldo Toledo, suspeito de matar a ex-namorada, Amanda Linhares, de 17 anos, com um tiro na cabeça, deve finalmente ser ouvido nesta segunda-feira (10) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Ele foi convocado pela Comissão de Direitos Humanos, que confirmou a presença do agente.

Na última quarta-feira (5), o desembargador Luiz Audebert Delage Filho autorizou a ida do delegado à reunião extraordinária. A juíza da Vara da Infância e Juventude de Ouro Preto, Lúcia de Fátima Magalhães, havia negado por duas vezes a participação por entender que a tarefa de investigação não seria atribuição dos deputados. A Comissão de Direitos Humanos recorreu ao TJ e obteve a decisão favorável.


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Além da acusação de assassinato, o delegado deve esclarecer outros crimes atribuídos a ele, como tortura e abuso de autoridade, receptação, formação de quadrilha, lesão corporal e ameaça.

Toledo está preso preventivamente na Casa de Detenção do Policial Civil, em Belo Horizonte. Ele teria atirado na adolescente durante uma briga na estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas, na região central de Minas.


Amanda ficou internada por quase dois meses no Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital. Ela morreu na noite da última terça-feira (4), após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O corpo foi enterrado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete.

Durante o velório, os parentes se revoltaram com a morte da garota e pediram punição para Toledo, que afirmou em carta endereçada aos deputados que Amanda tentou suicídio.

Segundo o exame de balística, não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos de Amanda. Um sapato e um estojo de maquiagem da garota foram encontrados na BR-040 e reforçaram as suspeitas de que o policial tentou ocultar provas.

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