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Ex-delegado acusado de matar namorada adolescente é transferido para presídio da Grande BH

Geraldo Toledo foi expulso da corporação e teve que deixar a Casa de Custódia da polícia

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Toledo teria matado a adolescente Amanda Linhares com um tiro na cabeça
Toledo teria matado a adolescente Amanda Linhares com um tiro na cabeça

O ex-delegado da Polícia Civil, Geraldo Toledo, deixou a Casa de Custódia da corporação nesta quinta-feira (17) e foi transferido para a penitenciária Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), ele chegou à unidade por volta de 7h30.Ele estava detido na Casa de Custódia por ser acusado de matar a ex-namorada adolescente, Amanda Linhares, em abril deste ano.

Toledo foi expulso da polícia na última quarta-feira (16), depois que o governador Antonio Anastasia assinou o pedido de demissão feito pela Corregedoria da corporação. A solicitação se refere a irregularidades cometidas há oito anos e investigadas desde 2011. Na época, Toledo era delegado de trânsito em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo as apurações, ficou comprovado que ele permitiu o registro de duas motos roubadas que tiveram os chassis e motores adulterados. Uma delas, inclusive, teria saído no nome do próprio delegado.


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De acordo com o trecho publicado no Diário Oficial, Anastasia "acolheu os fundamentos apresentados na Nota Jurídica nº 529 da Advocacia Geral do Estado SECCRI e aplica a pena de demissão ao Delegado de Polícia Geraldo de Amaral Toledo Neto, MASP Nº 1.060.839-6, do quadro de cargos de provimento efetivo da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais".


Com a expulsão, Toledo perdeu o benefício de ficar preso na casa da corporação. Ele ainda não tem data para ir a julgamento pela morte da jovem de 17 anos.

Entenda o caso


Toledo teria atirado em Amanda Linhares, de 17 anos, com quem tinha um relacionamento amoroso, durante uma briga na estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas, na região central de Minas, em abril deste ano.

A adolescente ficou internada por quase dois meses no Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital. Ela morreu na noite do dia 4 de junho, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O corpo foi enterrado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete.

Embora o exame de balística não tenha encontrado vestígios de pólvora nas mãos de Amanda, Toledo sustenta que a menor se matou. Um sapato e um estojo de maquiagem da garota foram encontrados na BR-040 e reforçaram as suspeitas de que o policial tentou ocultar provas.

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