Filho que decapitou a mãe em BH tinha quadro psicótico e era incapaz de entender os atos, conclui exame
Laudo de sanidade mental aponta que o investigado apresentava doença mental no momento do crime
Minas Gerais|Alice Brito, da RECORD Minas
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O exame de sanidade mental realizado no filho de Jussara Maria Rodrigues concluiu que o homem, de 27 anos, apresentava um quadro psicótico no momento em que matou e decapitou a própria mãe, em Belo Horizonte.
Segundo o laudo pericial acessado pela Record Minas, o investigado não possui dependência de álcool ou drogas, mas sofre de um quadro psicótico (CID-10 F29), considerado doença mental do ponto de vista da psiquiatria forense. Os peritos afirmaram que a condição tolheu inteiramente suas capacidades de entendimento e de determinação em relação aos fatos.
No documento, os especialistas destacam que “o periciando não apresenta dependência alcoólica nem toxicológica, mas apresenta quadro psicótico (CID-10 F29) ao exame mental atual e em conexão com os fatos em tela, que neste caso é considerado doença mental do ponto de vista da psiquiatria forense e tolheu inteiramente as capacidades de entendimento e de determinação do periciando em conexão com os fatos em tela”.
Relembre o crime
O crime ocorreu na manhã de 22 de junho, no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste de Belo Horizonte. Familiares estranharam a falta de contato com Jussara Maria Rodrigues e acionaram a Polícia Militar. Como ninguém atendia à porta do apartamento, os militares arrombaram a entrada e encontraram a mulher morta. O filho dela estava no imóvel, confessou o assassinato e indicou onde o corpo estava.
A vítima foi encontrada decapitada e com diversas perfurações provocadas por faca. Após a perícia da Polícia Civil, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O suspeito foi preso em flagrante e levado ao Hospital Odilon Behrens, onde permaneceu sob escolta policial.
Desde os primeiros dias da investigação, familiares relataram que o jovem apresentava comportamento compatível com esquizofrenia, embora não houvesse, até então, um diagnóstico formal anexado ao processo. Eles afirmaram que ele se recusava a fazer acompanhamento médico. Posteriormente, durante a audiência de custódia, o próprio investigado declarou ter sido diagnosticado com esquizofrenia em 2020, quando morava em Portugal, mas disse que interrompeu o tratamento e deixou de tomar a medicação após retornar ao Brasil.
Diante desses indícios, a Justiça autorizou a realização do exame de sanidade mental, solicitado pela Polícia Civil, justamente para avaliar se o investigado tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos praticados no momento do crime. O laudo agora confirma que, na avaliação dos peritos, ele estava em um quadro psicótico que comprometeu completamente seu discernimento.
A motivação do homicídio continua sendo investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Vizinhos relataram que mãe e filho haviam discutido recentemente por questões relacionadas ao apartamento onde moravam, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias e o que levou ao assassinato.
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