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Justiça manda internar jovem que matou avó em condomínio de BH

Crime aconteceu em janeiro deste ano, mas o corpo da mulher de 57 anos só foi descoberto dois meses depois do assassinato, motivado por discussão

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Mulher de 57 anos foi morta em casa
Mulher de 57 anos foi morta em casa

O juiz da Vara Infracional da Infância e Juventude de Belo Horizonte, Emerson Marques Cubeiro dos Santos, determinou a internação da adolescente que confessou ter matado a avó com golpes de faca, em janeiro deste ano.

As duas moravam em uma casa em condomínio de classe média alta de Belo Horizonte e a neta ocultou o corpo da avó por mais de dois meses. 


A medida judicial é por prazo indeterminado de até três anos e será revista a cada seis meses. O processo tramitou em segredo de Justiça e o magistrado levou em consideração a confissão da adolescente, as provas testemunhais e documentais para determinar a medida de internação, reconhecendo que ela praticou ato infracional análogo aos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver.

O juiz ressaltou que as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não possuem caráter punitivo e tem como objetivo primordial a recuperação da pessoa com personalidade em formação. Em função da forma que os fatos ocorreram, ele não acredita que a jovem poderia se recuperar cumprindo medida em liberdade ou em regime semiaberto.


"As medidas do ECA têm finalidade educativa e visam à reinserção social do adolescente”, ressaltou o juiz. A internação foi requerida pelo Ministério Público e pretende garantir a segurança e o desenvolvimento sadio da própria jovem.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a adolescente deve ser encaminhada à ala de internação do Centro Socioeducativo Feminino São Jerônimo, onde já estava internada de forma provisória desde o dia 6 de março.


Crime

A adolescente confessou ter matado a avó após uma discussão entre as duas em janeiro deste ano. No entanto, o corpo só foi descoberto pela Polícia Militar no início de março, quando uma tia da jovem foi até a casa e encontrou o cadáver enrolado em um cobertor dentro de um dos cômodos da casa.

De acordo com a PM, a jovem teria isolado as frestas da porta com uma lona, para tentar disfarçar o odor gerado pela decomposição do corpo. 

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