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Casas Bahia: corte radical pode salvar a rede varejista

Fechar um terço das lojas de uma vez parece notícia de fracasso. Mas pode ser justamente o contrário

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Casas Bahia fechou 298 lojas, reduzindo de 1.039 para 741 pontos, como parte de uma estratégia de reestruturação.
  • A empresa busca retornar às suas raízes, trazendo de volta o Baianinho e o slogan "Dedicação Total a Você".
  • Apesar do Ebitda ter aumentado de 4,3% para 8,8%, os altos juros da Selic consomem os ganhos, resultando em prejuízos.
  • O corte nas lojas é uma tentativa de salvar a empresa, que já foi a maior do Brasil, e há esperança de que se recupere, como as Lojas Americanas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casas Bahia / Divulgação
De uma vez só, 298 lojas foram fechadas. Das 1.039, vão sobrar 741 Casas Bahia / Divulgação

Faz 90 dias que o Baianinho voltou e substituiu o adolescente demitido nas Casas Bahia. A varejista já havia voltado a chamar Grupo Casas Bahia, aposentando o nome Via, tinha trazido de volta o slogan “Dedicação Total a Você” e matado o estranho “Imagine Caminhos”.

Tudo aponta para uma visão de que tudo estava errado e voltar ao passado é redirecionar a empresa para o caminho certo. O esforço é grande, mas os resultados ainda não aparecem no balanço.


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Semana passada, a empresa fechou quase um terço de suas lojas. De uma vez só, 298 pontos foram encerrados. Dos 1.039, vão sobrar 741. É um corte na própria carne, e as notícias se concentraram no número de pessoas demitidas, que alguns falam que vai chegar a 3 mil, e no balanço que ainda não foi divulgado, e que deve mostrar outro prejuízo bilionário.

No que algumas pessoas veem uma prova do fracasso da varejista, vejo um esforço enorme em salvar aquela que já foi a maior do Brasil.


Interessante é que o resultado voltou. Pelo menos, no papel. O Ebitda, essa sigla estranha que indica o resultado antes dos impostos e dos juros (tá bom... eu sei que é mais complexo do que isso...), cresceu de 4,3% para 8,8%, de acordo com o presidente do grupo.

Mas, com a Selic em 14%, todo o ganho vai pra pagar juros das dívidas. No primeiro trimestre foi mais de um bilhão de prejuízo. Então, Casas Bahia dá resultado positivo nas operações, mas joga tudo fora pra acertar o passado com os bancos.


Esse corte profundo mostra que as soluções básicas já foram todas feitas. E que agora precisa diminuir a empresa pra poder salvá-la. O problema é que as mãos dispostas a ajudar começam a sumir. E aí fica tudo mais difícil.

O que me conforta é que, se até as Lojas Americanas saíram do sufoco, as Casas Bahia devem conseguir se reerguer. Ainda mais que, diferentemente da concorrente, a contabilidade parece estar em dia...


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