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Brinquedos: quando o setor inteiro treme, não é coincidência

Duas empresas do mesmo mercado, problemas diferentes. Vale a pena parar pra entender o que isso costuma significar

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A fabricante de brinquedos Estrela entrou em recuperação judicial, devendo mais de R$ 100 milhões e busca perdão de 90% das dívidas.
  • A rede de lojas RiHappy foi adquirida por uma nova empresa após reestruturar dívidas de R$ 289 milhões.
  • O mercado de brinquedos enfrenta desafios como a concorrência dos jogos de videogame, brinquedos chineses e a mudança do varejo físico para o digital.
  • A divulgação de novidades em brinquedos agora depende de influencers infantis, refletindo a transformação do setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A infância de hoje não se parece com nada que veio antes Imagem gerada por IA via ChatGPT

Creio que as crises são sempre setoriais. Só isso pra entender por que, de repente, empresas da mesma área começam a apresentar problemas.

A fabricante de brinquedos Estrela entrou em recuperação judicial. Deve mais de R$ 100 milhões e, entre as coisas que propõe, é o perdão de 90% das suas dívidas, depois de um período de carência.


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Tentei a mesma coisa com o Imposto de Renda e, além deles não me darem prazo pra pagar, ainda me cobraram juros e correção monetária. Acho que a questão é o tamanho da dívida. As grandes, os credores perdoam. As pequenas...

Se por um lado a fabricante está em crise, por outro, a rede de lojas RiHappy está de dono novo. Isso, logo depois de sair de uma reestruturação das dívidas, quando alongou o pagamento dos R$ 289 milhões em alguns anos a mais (alô bancos! Também quero).


O interessante é que os novos donos são uma empresa que acabou de ser montada, não faz nem um mês. Nada contra, mas é como limpar o passado.

Minha sensação, olhando de fora, é que o mercado de brinquedos mudou tanto nos últimos dez anos que, ou as empresas se adaptam, ou irão desaparecer.


Por um lado, o mundo dos jogos de videogame tira bastante o brilho das empresas como a Estrela. Do outro, os brinquedos chineses geram uma competição injusta com os fabricantes locais. Pra finalizar, o e-commerce e as lojas virtuais mudam o foco do varejo, do físico, para o digital.

A gente viu a TV aberta diminuir, ou até acabar, com as programações infantis. Viu, também, os canais por assinatura especializados perderem relevância.


As novidades na área de brinquedos, cada vez mais, chegam através de influencers infantis. Agora, os fabricantes e varejistas lutam, desesperados, pra se manterem na crista da onda. A infância de hoje não se parece com nada que veio antes.

Estrela, pra mim, era a marca dos sonhos. Agora, corre atrás do prejuízo, tentando sair do buraco em que a vida moderna a colocou. Brincar, agora, virou uma coisa séria.

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