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Aceleramos o novo Cerato que entra na briga dos sedãs médios 

Novidade tem motor com muito mais fôlego, design renovado e tecnologia a bordo: será páreo para carros tão tradicionais?

Autos Carros|Marcos Camargo

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A nova geração mostra que o tempo fez bem rejuvenescendo um sedã
A nova geração mostra que o tempo fez bem rejuvenescendo um sedã

Nas curvas fechadas do autódromo da Fazenda Capuava, interior paulista, tive o primeiro contato com o Kia Cerato, quarta geração do carro que é vendido em alguns mercados como os EUA como “Forte”. A nova geração mostra que o tempo fez bem rejuvenescendo um sedã que antes era quase esquecido e sem graça com seu motor 1.6.

O visual novo propõe um carro mais esportivo. Agora o motor é um 2.0 aspirado flex com 157cv quando abastecido com gasolina e 167cv com etanol e 20,6kgfm. O câmbio é automático de seis marchas com shift paddle no volante para as trocas manuais. Nos pneus, as medidas 205 aro 16 parecem grande para as rodas pequenas. Mas é questão de gosto.


Na pista do autódromo o Cerato parece ter mesmo personalidade esportiva principalmente no modo “Sport”
Na pista do autódromo o Cerato parece ter mesmo personalidade esportiva principalmente no modo “Sport”

Na pista do autódromo o Cerato parece ter mesmo personalidade esportiva principalmente no modo “Sport” quando a direção fica mais pesada enquanto o giro sobe: as trocas são feitas acima dos 6.000 giros. Já no modo “Eco”, o sedã fabricado no México fica manso, agiliza trocas e se torna dócil para rodar na cidade. Segundo a Kia, ele faz 9,9km por litro na cidade e até 13km na estrada. A suspensão dianteira é MacPherson independente e a traseira usa eixo de torção.

Há controle de estabilidade e tração para melhorar a performance e o modo de trocas manuais responde bem. No entanto, para uma direção mais divertida, o câmbio parece esperar demais para evoluir e às vezes, “segura” o carro com reduções inesperadas. Mas não tira o mérito do novo acerto.


Boa convivência

Os donos do Cerato vão encontrar um carro mais generoso no espaço. Ele tem 2,70m de entre-eixos, o maior da categoria, e no banco traseiro o túnel central tem mínima altura, ampliando o espaço. Tudo sem falar na saída de ar condicionado traseira, o que torna a climatização boa para os passageiros.


Para um carro de pretenção esportiva só faltou mesmo o teto solar e itens como bancos elétricos. A multimídia tem tela de maior redução e caracteres maiores além da conexão com Android Auto e Apple Car Play, entrada auxiliar e duas USB, uma delas de carregamento rápido.

O Kia Cerato 2020 tem dois pacotes de itens de série e a mesma motorização e estilo para ambos. O novo sedã será vendido em duas versões: EX por R$ 94,9 mil e SX por 104,9 mil. São 5 anos de garantia ou 100 mil quilômetros rodados. O programa Kia way que garante a recompra do carro por 85% do valor da FIPE em até 24 meses é outra vantagem.


Analisando friamente a versão SX compensa mais pois além dos os controles eletrônicos de tração (TSC) e estabilidade (ESC), assistente de partida em rampa, ar condicionado dual zone, sensor de monitoramento de pneus e sistema multimídia com tela de 8” Bluetooth com comandos de voz e espelhamento de smartphones por meio do Android Auto e do Apple CarPlay, traz itens adicionais como smart key (a mesma do Stinger) com partida de botão, bancos em couro, controle de cruzeiro com quatro modos de condução, câmbio automático com paddle shifts e quatro modos de condução, retrovisores externos com aquecimento e interno eletrocrômico, luzes em LED, multimídia de 8” com câmera de ré e seis airbags.

Será capaz?

A Kia fala em combater o prestígio dos japoneses Toyota Corolla, que reina no segmento, e também o Honda Civic. Mas o Cerato também briga com o Cruze, Jetta e também C4 Lounge e Sentra.

A favor do Cerato estão o bom prazo de garantia, a recompra garantida e o bom nível de equipamentos oferecendo mais itens por um preço menor. Ainda assim ele é caro. Nos Estados Unidos por exemplo, custa cerca de 20% menos que seus rivais, desconto menor quando colocando nos nossos padrões. O tempo dirá o quanto ele pode incomodar os tradicionais sedãs do mercado.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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