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Citroën 2CV: 75 anos do "Fusca" francês com 5 milhões de unidades fabricadas

Lançado em 1948 durou 40 anos sendo produzido na França mas chegou a muitos países da Europa, América e Oriente Médio

Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

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Primeiro protótipo do 2CV: partida de manivela e apenas um farol dianteiro
Primeiro protótipo do 2CV: partida de manivela e apenas um farol dianteiro

Um dos carros mais icônicos da história está completando 75 anos. Já há muito tempo não está entre nós mas merece o registro: o 2CV foi um carro econômico, acessível e icônico. Representa para os franceses e outros europeus o que o Fusca representa para nós. Você conhece a história desse clássico?

Citroën 2CV teve boa e rápida aceitação do público francês
Citroën 2CV teve boa e rápida aceitação do público francês

A premissa desse projeto partiu de Pierre Jules Boulanger e de Pierre Michelin, filho de Edouard Michelin. Sim, pois a Michelin era controladora da Citroën à época. A ideia do carro barato, capaz de levar quatro pessoas e 50kg de bagagem ficou pronta em 1937. O carro foi apresentado dois anos depois mas o projeto foi interrompido por conta da II Guerra. Aliás, os alemães destruíram os mais de 200 protótipos construídos. O projeto teria morrido não fosse uma unidade guardada.


Evento de apresentação do Citroën 2CV em 1948
Evento de apresentação do Citroën 2CV em 1948

A Citroën manteve na garagem um 2CV dessa primeiríssima safra e quando a guerra acabou o projeto voltou ao desenvolvimento por mais 3 anos.

Com 375cc o pequeno motor tinha 9cv e chegava a 55km/h, adequado à época. Simples, tinha só um farol, dispensava chave de ignição e as portas encaixadas tinham uma trava simples e os vidros se abriam como uma janela de correr. A suspensão era independente com um sistema bem simplificado de amortecedores e molas.


Interior simplificado (o volante de um raio viria tempos depois) e com câmbio na perpendicular
Interior simplificado (o volante de um raio viria tempos depois) e com câmbio na perpendicular

Por ser simples o Citroën 2CV era muito robusto. Nos anos 1950 ganharia motor de 425cm3 e velocidade final em torno dos 70km/h. Nessa época ele ganharia a concorrência de outros populares de grande aceitação como o Fusca e o 500 chegando a outros países da Europa.

Apelo de propaganda para o 2CV: versátil e fácil de manter
Apelo de propaganda para o 2CV: versátil e fácil de manter

Spot, o Charleston, Hermes e Cocorico foram algumas das muitas versões especiais do carismático 2Cv.


Além disso essa engenharia simplificada do Citroën 2Cv também deu origem a uma família de utilitários como o 2CV AU já em 1951 e depois a 2 CV AZ em 1954.

Citroën Diane, um 2CV maior e de proposta familiar também fez sucesso
Citroën Diane, um 2CV maior e de proposta familiar também fez sucesso

Os engenheiros da Citroën então preparavam novidades como o Diane, que era um 2Cv rebatizado e com motor de 600cc com 32cv superando os 120km/h, o Ami 6 que tinha proposta familiar e outro tipo de carroceria mas já nos anos 1960.


2CV AU era o furgão muito bem usado para entregas urbanas
2CV AU era o furgão muito bem usado para entregas urbanas

Além do 2Cv 4x4 Sahara com dois motores e do Mehari fizeram do pequeno Citroën um sucesso em países do Oriente Médio e competições de longa distância ainda que em baixa velocidade.

Mehari, um jipinho baseado na mecânica do 2CV
Mehari, um jipinho baseado na mecânica do 2CV

Essa foi a trajetória de um carro que ganhou outros países com boa aceitação em outros países da América Latina como a Argentina e Uruguai. Infelizmente ele não foi lançado por aqui uma vez que a Volkswagen se estabeleceu localmente para desenvolver o mercado com o Fusca já a partir de 1953 montado aqui e 1959 com 50% de nacionalização. Outros modelos como o Renault Dauphine de mecânica simplificada também tiveram boa aceitação no mercado nacional.

Última unidade produzida em Portugal no ano de 1990
Última unidade produzida em Portugal no ano de 1990

Até o fim dos anos 1980 o 2Cv foi produzido na França mas as últimas unidades foram fabricadas em Portugal. Ele deixou a linha de produção em julho de 1990 somando 5.114.969 unidades sendo 1.246.335 vans 2 CV.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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