Commander Longitude: teste da versão mais em conta do SUV de 7 lugares
Versão mas em conta abre mão de itens de segurança ativa para ficar mais competitivo e mais barato que o Compass S
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

O Jeep Commander tem dois anos de lançamento no mercado e guarda para si os 28,7% de participação no segmento de SUVs grandes. Só este ano foram mais de 12 mil unidades vendidas e a Jeep quer mais ao diversificar a gama de modelos com a nova versão de entrada Longitude.

Antes disponível só nas versões Limited e Overland, o Commander Longitude perde alguns equipamentos mas mantém seus atributos de espaço modulável para sete pessoas, porta-malas e espaço interno generoso. Mas algumas economias foram feitas para ele custar R$ 229,9 mil, cerca de R$ 30 mil a menos que o modelo Limited superior e apenas R$ 16 mil a menos que um Jeep Compass S, versão topo de linha.
Visualmente o Commander é o mesmo. Com teto biton na cor preta, ele pode fazer um bom "par" na carroceria e traz rodas aro 18 sem acabamento diamantado das outras versões.
Mas é por dentro que se notará a economia a bordo. Ele perde itens de segurança ativa deixando de oferecer piloto automático adaptativo, assistente de mudança de faixa, detecção de placas, alerta e frenagem autônoma. Ele tem até alerta de ponto cego visual e sonoro mas perde o airbag para o joelho do motorista somando seis airbags e não sete das outras versões.

Mas a lista segue generosa com farois em LED, multimídia de 10 polegadas com sistema UConnect que traz espelhamento sem fio com Apple CarPlay e Android Auto e navegação por GPS nativo mas nesta versão ele não tem o sistema Adventure Inteligence.
O padrão de montagem segue o mesmo com bancos em couro, ajuste elétrico só para o motorisa mas os mais atentos vão notar no revestimento interno em cinza (mais barato e menos refinado que o preto), na falta do acabamento em "satin chrome" no painel, na ausência do teto solar e na falta do carregador de celular por indução.

Teste prático
O Commander segue com bom equilíbrio de direção e boa lista de itens de série. Só ao volante é que o motorista vai notar a baixa interferência dos itens de segurança ativa como controle de cruzeiro adaptativo.

O motor 1.3 GSE turboflex de quatro cilindros tem 180/185cv e 27kgfm de torque combinado com câmbio automático de seis velocidades cumpre bem seu papel e mesmo em um modelo menos equipado traz como diferencial os sete lugares de acesso simples com 233 litros de porta-malas, mais de 600 litros com cinco lugares e 1.761 litros com os bancos traseiros rebaixados.

Só não é híbrido como seu concorrente Tiggo 8 que custa R$ 201 mil, mas vende muito mais que qualquer outros concorrente desse porte. A Jeep de fato se estabeleceu com o maior portfólio de crosssovers do mercado e acaba de ampliar a faixa de atuação com a versão Longitude de R$ 229,9 mil.

É bem mais em conta que um Chevrolet Trailblazer, Toyota Hilux SW4 e Mitsubishi Pajero Sport mas sem a estrutura de chassi com preço competitivo e lista mais digna de itens de série. Quer ver outros SUVs da Jeep, veja nosso teste recente com o Jeep Compass Limited 2023.
Quer conhecer todas as outras versões do Jeep Commander? Veja a matéria de lançamento desse modelo aqui.















