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Exclusivo: Volvo XC40 vai voltar ao Brasil com motor híbrido leve para ampliar vendas

SUV compacto premium retorna com sistema de 48V e motor 2.0 turbo; estratégia replica fórmula bem-sucedida nos Estados Unidos e reduz dependência dos elétricos

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Lateral dianteira do Volvo XC40 híbrido Volvo/Divulgação

A Volvo vai voltar atrás em seu processo de eletrificação para vender o XC40 MHEV no país. O SUV compacto é produzido nos Estados Unidos como versão de entrada com tração integral. A novidade marca uma mudança importante na estratégia da fabricante sueca, que nos últimos anos concentrou sua operação brasileira nos veículos elétricos e híbridos plug-in.

Porta-malas do Volvo XC40 híbrido Volvo/Divulgação

O R7-Autos Carros conversou com duas fontes que confirmaram a oferta do modelo híbrido leve por aqui. A Volvo vem perdendo volume enquanto focou sua oferta em modelos elétricos apostando em uma eletrificação mais intensa no mercado. Mas isso não ocorreu.


Roda do Volvo XC40 híbrido Volvo/Divulgação

O XC40 foi retirado do mercado nacional ainda em 2021 por conta do elétrico XC40 Recharge. Anos depois a Volvo reorganizou a nomenclatura de seus automóveis. As configurações totalmente elétricas passaram a se chamar EX40, enquanto o nome XC40 permaneceu reservado internacionalmente para as versões equipadas com motor a combustão então descontinuadas aqui. Com o retorno do MHEV, os dois modelos poderão conviver no Brasil, embora utilizem essencialmente a mesma carroceria.

Teto do Volvo XC40 híbrido Volvo/Divulgação

A decisão aproxima a operação brasileira da estratégia adotada pela Volvo nos Estados Unidos, mercado que avança mais lentamente na eletrificação completa. Por lá, o XC40 híbrido leve é vendido nas configurações B4, com tração dianteira, e B5, com tração integral. A segunda opção será a vendida no mercado brasileiro antes do fim do ano.


Traseira do Volvo XC40 híbrido Volvo/Divulgação

Embora os elétricos tenham crescido rapidamente no mercado nacional, parte dos consumidores ainda evita modelos que dependem exclusivamente de recarga. O híbrido leve funciona como uma alternativa intermediária: preserva a autonomia e a facilidade de abastecimento de um veículo convencional, mas utiliza um sistema elétrico de 48V para reduzir consumo e emissões.

Dianteira do Volvo XC40 híbrido Volvo/Divulgação

No XC40, o sistema recupera energia durante frenagens e desacelerações, armazenando-a em uma pequena bateria. Essa energia alimenta um motor-gerador que auxilia o propulsor a gasolina nas partidas e acelerações. Diferentemente de um híbrido pleno ou plug-in, o MHEV não consegue movimentar o automóvel por longos períodos usando somente eletricidade e também não precisa ser conectado a uma tomada.


A Volvo ainda deverá detalhar qual configuração será importada. No mercado norte-americano, o XC40 B4 combina motor 2.0 turbo, sistema de 48V, câmbio automático de oito marchas e tração dianteira. O conjunto desenvolve 194 cv e 30,6 kgfm, permitindo acelerar de zero a 96 km/h em 8,1 segundos. Já o B5 AWD com tração integral entrega 247 cv e 35,7 kgfm, com tração integral e aceleração de zero a 96 km/h em 6,1 segundos.

Para o Brasil, a configuração B4 surge como a escolha mais lógica por ter menor custo, melhor eficiência e potencial para ocupar uma faixa abaixo do EX40 elétrico. Essa versão também poderia funcionar como porta de entrada para a Volvo, preenchendo o espaço entre o EX30, menor e mais acessível, e os SUVs maiores da fabricante. Preço, acabamento, equipamentos e data de chegada, contudo, ainda serão anunciados.


O retorno do XC40 a gasolina mostra que a Volvo está adotando uma transição energética mais flexível. A fabricante chegou a estabelecer a meta de vender apenas carros elétricos globalmente a partir de 2030, mas passou a admitir a permanência de híbridos diante da evolução desigual da infraestrutura de recarga e da demanda em diferentes países.

No Brasil, essa mudança pode ajudar a Volvo a recuperar clientes que gostam do desenho, da segurança e do acabamento do XC40, mas ainda não estão preparados para comprar um elétrico. Também permitirá que o SUV volte a disputar espaço com BMW X1, Audi Q3 e Mercedes-Benz GLA, além de novos híbridos de marcas chinesas. O preço será determinante, mas a fórmula já comprovada nos Estados Unidos mostra que ainda existe bastante espaço entre o automóvel puramente a combustão e o elétrico.

O R7 entrou em contato com a Volvo pedindo confirmação da oferta do XC40. Tão logo confirmem, vamos atualizar este artigo.

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