Mahindra revela nova Scorpio Lifestyler, picape global que será vendida na América Latina
Nova rival de Toyota Hilux e Ford Ranger terá estrutura sobre chassi, motor 2.2 turbodiesel com cerca de 175 cv e 400 Nm

A Mahindra apresentou a nova Scorpio Lifestyler, picape média desenvolvida para ampliar a presença internacional da fabricante indiana. Derivada do conceito Global Pik Up mostrado em 2023, a novidade estreia na Índia até abril de 2027 e depois será lançada em mercados da América Latina, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Por enquanto, entretanto, não existe confirmação de venda no Brasil.

Na Índia, a picape utilizará o nome completo Scorpio Lifestyler por causa da ligação com o SUV Scorpio-N. Nos demais mercados será chamada apenas de Mahindra Lifestyler. A proposta é combinar capacidade de carga e uso profissional com acabamento, tecnologia e conforto semelhantes aos encontrados nos SUVs — fórmula já explorada por modelos como Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10 e Mitsubishi Triton.

A Mahindra ainda não publicou a ficha técnica definitiva do modelo, mas confirmou que a picape será construída sobre uma evolução da plataforma com chassi de longarinas utilizada pelo Scorpio-N. A expectativa é de que também aproveite o motor turbodiesel mHawk de 2,2 litros e quatro cilindros.

No SUV, esse propulsor entrega até 175 cv — ou 172 hp na medição utilizada em alguns mercados — e 400 Nm, equivalentes a 40,8 kgfm de torque. A transmissão poderá ser manual ou automática, ambas de seis marchas. Configurações mais completas terão tração 4x4, reduzida e modos de condução para diferentes tipos de terreno. Como a especificação final da picape ainda não foi detalhada, potência, capacidade de carga e dimensões precisam ser tratadas como dados preliminares.Visual mantém estilo robusto do ScorpioA Scorpio Lifestyler apresentada pela Mahindra já está bastante próxima do modelo que chegará às lojas. A carroceria de cabine dupla tem capô elevado, grade larga, faróis de LED instalados em posição alta e para-choque com proteção inferior destacada. A inscrição Scorpio aparece na parte dianteira, enquanto o nome Mahindra ocupa praticamente toda a tampa da caçamba.

Nas laterais, a picape conta com caixas de roda marcadas, molduras plásticas, estribos, barras no teto e rodas de 18 polegadas com pneus de perfil mais alto. A suspensão traseira com feixes de molas reforça a vocação para carga e trabalho, embora a Mahindra prometa comportamento mais confortável que o da antiga Pik Up.

A cabine acompanha a evolução dos SUVs mais recentes da fabricante. Entre os equipamentos esperados estão quadro de instrumentos digital, central multimídia vertical, climatização automática e comandos físicos para as principais funções. O veículo também foi exibido com câmera instalada junto ao retrovisor interno, indicando a presença de assistentes de condução.

Na Índia, o preço inicial ficará abaixo de 1,979 milhão de rúpias, aproximadamente R$ 121 mil em conversão direta, sem considerar impostos, frete ou custos de importação. O lançamento será no começo de 2027.Mahindra é uma das maiores fabricantes da ÍndiaFundada em 1945, inicialmente como empresa do setor siderúrgico, a Mahindra começou a produzir veículos em 1947, montando utilitários Jeep sob licença. Essa origem ajuda a explicar a especialização da companhia em SUVs, picapes, veículos comerciais e modelos com capacidade fora de estrada.

Somente em julho de 2026, a Mahindra comercializou 60.048 SUVs no mercado indiano, crescimento de 20% sobre o mesmo mês do ano anterior. Considerando automóveis, comerciais e exportações, foram 103.860 veículos no período, alta de 26%. No acumulado do atual ano fiscal até julho, foram 234.793 utilitários vendidos na Índia.A Mahindra não é desconhecida do consumidor brasileiro. A fabricante iniciou sua operação de automóveis no país em 2007, em parceria com a Bramont, responsável pela montagem dos veículos em Manaus. A linha era formada pelo utilitário Scorpio e pelas picapes Pik Up de cabine simples e dupla.
Problemas de escala, logística e competitividade limitaram o crescimento da operação. A produção dos automóveis em Manaus foi encerrada em 2015, depois de menos de 4 mil unidades fabricadas. A Mahindra, porém, não abandonou completamente o país: continuou presente no setor de máquinas agrícolas e tratores, atividade mantida atualmente por meio de sua estrutura brasileira.
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