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Nissan registra N7 no Brasil e dá novos sinais de lançamento do sedã por aqui

Modelo produzido na China já circula em testes pelo país e está nos planos de exportação da marca para a América Latina

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Nissan N7 Nissan/Divulgação

A Nissan registrou no Brasil o desenho industrial do N7, sedã elétrico desenvolvido e produzido na China pela joint venture Dongfeng Nissan. As imagens protocoladas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reproduzem o visual do modelo já comercializado no mercado chinês.

O registro não representa uma confirmação isolada de lançamento como se sabe. No caso do N7, porém, o documento se soma a uma série de sinais que apontam para sua chegada ao mercado brasileiro.


Unidades do sedã já foram flagradas rodando em testes no Brasil, inicialmente com partes da carroceria camufladas. Além disso, a própria Nissan incluiu o N7 em sua estratégia de exportação de veículos desenvolvidos na China para a América Latina e o Sudeste Asiático.


Nissan N7 Nissan/Divulgação

Portanto, o registro no INPI não surge como um movimento burocrático isolado. Ele reforça a preparação do modelo para ser oferecido fora da China, com o Brasil naturalmente ocupando uma posição importante dentro dos planos regionais da fabricante.


Sedã é maior que o Sentra


O Nissan N7 tem porte de sedã grande. São 4,93 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,49 metro de altura e 2,92 metros de distância entre-eixos. Para efeito de comparação, ele é consideravelmente maior que o Sentra vendido no Brasil e tem dimensões próximas às de modelos executivos.

Nissan N7 Nissan/Divulgação

Na prática, seu posicionamento deve colocá-lo diante de elétricos como BYD Seal e GAC Aion ES, além de outros sedãs eletrificados importados da China. O N7 também poderá ocupar parte do espaço deixado pelo Sentra, cuja atual geração está encerrando sua trajetória no mercado brasileiro.

Nissan N7 Nissan/Divulgação

O desenho acompanha a nova identidade dos elétricos da Nissan. A dianteira praticamente não tem grade e combina uma faixa luminosa superior com faróis instalados nas extremidades do para-choque. Na traseira, as lanternas são interligadas e o nome Nissan aparece iluminado no centro.

Duas opções de bateria e até 272 cv

Na China, o Nissan N7 é oferecido com duas configurações de motor elétrico dianteiro. A primeira desenvolve 218 cv, enquanto a mais potente entrega 272 cv. Em ambos os casos, a tração é dianteira.

As opções de bateria têm capacidades de 58 kWh e 73 kWh. Dependendo da versão, a autonomia declarada varia entre 510 e 635 quilômetros pelo ciclo chinês CLTC. Esses números seriam menores em uma eventual medição pelo padrão brasileiro do Inmetro, que adota critérios mais rigorosos.

A cabine segue o padrão dos carros elétricos chineses recentes. Há um painel digital de 8,8 polegadas e uma central multimídia de 15,6 polegadas, que concentra grande parte das funções do veículo.

Nas configurações superiores, o sistema utiliza o processador Qualcomm Snapdragon 8295P. O N7 também pode receber o pacote de assistência desenvolvido com a chinesa Momenta, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática, manutenção na faixa e funções de condução semiautônoma.

Outro destaque são os bancos dianteiros chamados de “Zero Pressure”. Eles utilizam sensores e diferentes regulagens para distribuir melhor o peso do corpo e aumentar o conforto em viagens.

Produção chinesa ganha espaço na estratégia da Nissan

O N7 foi desenvolvido especialmente para a China, mas acabou ganhando papel global dentro da reestruturação da Nissan. A fabricante pretende utilizar seus projetos chineses para reduzir custos, acelerar o desenvolvimento de produtos e disputar mercados nos quais as marcas locais avançaram rapidamente.

Essa estratégia também inclui a nova Frontier Pro híbrida plug-in e outros modelos desenvolvidos com parceiros chineses. Para a América Latina, a Nissan prevê uma sequência de lançamentos eletrificados, com o Brasil entre os mercados mais importantes da região.

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