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Ciência para o Dia a Dia

Beber café ajuda a proteger o cérebro e a reduzir o risco de Alzheimer?

Estudos recentes mostram que compostos presentes na bebida podem atuar em processos ligados ao envelhecimento cerebral

Ciência para o Dia a Dia|Camille Perella CoutinhoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O café, antes visto como prejudicial, agora é considerado parte de uma dieta saudável quando consumido moderadamente.
  • Pesquisas indicam que compostos no café, como cafeína e polifenóis, podem ajudar a proteger o cérebro contra doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
  • Estudos experimentais mostram que esses compostos têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, beneficiando a saúde cerebral.
  • Embora o consumo regular de café esteja associado a um menor risco de demência, ele deve ser parte de um estilo de vida saudável e não um tratamento isolado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O café pode proteger o cérebro? Imagem Gerada por AI

Por muito tempo, o café carregou uma reputação controversa. Já foi acusado de aumentar a pressão, prejudicar o sono e até fazer mal ao coração. Hoje, porém, o cenário é bem diferente. Depois de milhares de estudos publicados nas últimas décadas, a bebida passou a ser vista como parte de um padrão alimentar saudável quando consumida com moderação.

Agora, uma nova frente de pesquisa vem chamando atenção. Cientistas investigam se o café também pode ajudar a proteger o cérebro durante o envelhecimento, reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.


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O interesse não surgiu por acaso. Além da cafeína, o café reúne centenas de compostos bioativos, entre eles ácidos clorogênicos, trigonelina, cafestol, kahweol e outros polifenóis. Em laboratório, essas substâncias demonstram propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, capazes de diminuir processos envolvidos no envelhecimento das células nervosas.

Revisões científicas recentes mostram que esses compostos podem reduzir o estresse oxidativo, modular a inflamação cerebral, melhorar a comunicação entre os neurônios e até interferir em mecanismos relacionados ao acúmulo de proteínas características da doença de Alzheimer.


Embora esses resultados sejam promissores, a maior parte das evidências ainda vem de estudos experimentais, realizados em células e animais.

Entre os componentes mais estudados está a cafeína. Ela atua bloqueando receptores de adenosina, uma molécula relacionada à sonolência, mas seus efeitos parecem ir além do aumento da disposição. Pesquisadores observaram que essa ação pode influenciar neurotransmissores importantes para memória e aprendizagem, além de reduzir processos inflamatórios que acompanham o envelhecimento cerebral.


Os estudos com seres humanos também trazem resultados animadores. Grandes análises que reuniram milhões de participantes sugerem que pessoas que consomem café regularmente apresentam menor risco de desenvolver demência ao longo da vida.

Ainda assim, os pesquisadores destacam que essa associação não prova causa e efeito. Quem bebe café costuma apresentar outros hábitos que também influenciam a saúde, como alimentação, prática de atividade física e nível de escolaridade.


Por isso, a mensagem dos especialistas é clara. O café pode fazer parte de uma estratégia para um envelhecimento saudável, mas não deve ser encarado como um tratamento ou uma forma de prevenir sozinho doenças neurodegenerativas.

O maior benefício continua vindo do conjunto de hábitos que incluem alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, controle da pressão arterial e estímulo constante da mente.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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