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Ciência para o Dia a Dia

Curso online sobre obesidade muda hábitos de professores e chega às salas de aula

Capacitação em saúde leva educadores a adotarem hábitos mais saudáveis e a disseminarem o conhecimento científico

Ciência para o Dia a Dia|Camille Perella CoutinhoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O curso online sobre obesidade, realizado entre 2017 e 2022, capacitou mais de 200 professores brasileiros em hábitos saudáveis e metabolismo.
  • Professores participantes relataram mudanças pessoais em alimentação e atividade física, além de levar o aprendizado para a sala de aula.
  • A taxa de conclusão do curso foi de 82%, superando a média de outros cursos online, apesar das diferenças regionais e étnicas na participação.
  • O estudo, ainda não revisado por pares, sugere que a escola pode desempenhar um papel crucial na promoção de hábitos saudáveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Professores mudaram comportamentos relacionados à alimentação e atividade física após participarem de curso Imagem Gerada por AI

Quando pensamos em combater a obesidade, geralmente imaginamos consultas médicas, academias ou mudanças na alimentação. Mas um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP) sugere que a escola também pode ser uma peça importante nessa equação.

Entre 2017 e 2022, mais de 200 professores brasileiros participaram de um curso online gratuito sobre metabolismo, obesidade e hábitos saudáveis, desenvolvido pelo Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB-USP.


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Além das aulas virtuais, os participantes contaram com acompanhamento de docentes e estudantes de pós-graduação. O objetivo era aproximar os educadores dos conhecimentos científicos mais atuais sobre alimentação, atividade física e saúde.

Os resultados chamaram a atenção. Muitos participantes relataram mudanças em seus próprios hábitos, incluindo melhorias na alimentação e aumento da prática de atividade física.


Além disso, diversos professores levaram o conteúdo aprendido para a sala de aula, criando jogos, atividades educativas e debates sobre alimentação saudável com seus estudantes.

Outro aspecto relevante foi a elevada taxa de conclusão do curso. Cerca de 82% dos participantes concluíram todas as etapas, um resultado bastante superior ao observado na maioria dos cursos online abertos, que costumam apresentar altos índices de evasão.


O estudo também revelou desafios importantes. Foram observadas diferenças regionais e étnicas tanto na participação quanto na conclusão do curso, indicando que ampliar o acesso à educação digital não é suficiente para garantir oportunidades iguais para todos os grupos da população.

Os achados reforçam uma ideia cada vez mais presente na saúde pública: a promoção de hábitos saudáveis não depende apenas de hospitais e consultórios. A escola também pode desempenhar um papel fundamental, especialmente quando professores têm acesso a informações científicas de qualidade e ferramentas para compartilhá-las com crianças e adolescentes.


Os resultados foram divulgados recentemente em um preprint disponibilizado na plataforma medRxiv, um dos principais repositórios internacionais para a divulgação rápida de pesquisas em saúde e biomedicina.

Como o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares, suas conclusões devem ser interpretadas com cautela. Ainda assim, os dados oferecem evidências promissoras sobre o potencial de cursos online como estratégia de educação em saúde e promoção de hábitos saudáveis entre professores brasileiros.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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