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A inovação mudou a economia de São José do Rio Preto

A tecnologia passou a impulsionar praticamente todos os setores da economia

Espaço Prisma|João Paulo Rodrigues, especial para o R7*

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Vista aérea de São José do Rio Preto Creative Commons

Rio Preto sempre foi reconhecida pela força da saúde, do comércio e dos serviços. Hoje, porém, também ocupa um lugar de destaque no cenário da tecnologia e da inovação. Passamos a atrair investimentos, fortalecer empresas, ampliar a presença das universidades e criar um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento de novos negócios.

Os resultados aparecem na geração de empregos qualificados, no surgimento de soluções para diferentes setores e em uma economia mais competitiva.


Esse avanço não aconteceu por acaso. É fruto de mais de duas décadas de trabalho conjunto entre empresas, universidades, instituições de ensino, poder público e entidades que acreditaram no potencial da tecnologia como vetor de desenvolvimento.

Aos poucos, a inovação deixou de ser um assunto restrito a algumas empresas e passou a fazer parte da estratégia de crescimento de Rio Preto.


Os números mostram essa evolução

Em 2025, as empresas instaladas nos ambientes de inovação do Parque Tecnológico registraram faturamento de R$ 81 milhões, o maior desde a criação do empreendimento.

Em 2021, esse valor era de R$ 25,9 milhões. Em apenas quatro anos, o faturamento mais que triplicou.


No mesmo período, o número de empresas passou de 34 para 48, a ocupação dos espaços chegou a 85,6% e centenas de empregos qualificados foram criados.

O movimento continua crescendo

Neste ano, o Parque Tecnológico anunciou a chegada de quatro empresas âncora, que devem investir cerca de R$ 20 milhões em Rio Preto.


A cidade também foi escolhida para sediar o primeiro LIFE-IA do Brasil, laboratório voltado à formação de educadores em inteligência artificial previsto no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.

Soma-se a isso a presença da UFSCar no município, fortalecendo a formação de profissionais e aproximando ainda mais a pesquisa do mercado.

Outro cenário

Quando fundamos a Apeti, em 2003, o cenário era completamente diferente. O setor de tecnologia ainda dava seus primeiros passos na região. Hoje, a associação reúne quase 200 empresas e atua para aproximar empresários, universidades, instituições de ensino e poder público, estimulando a qualificação profissional, o empreendedorismo e a inovação.

Vejo diariamente o quanto Rio Preto amadureceu. Há alguns anos, era comum uma empresa precisar buscar oportunidades fora da região para crescer. Hoje, ela consegue desenvolver tecnologia, encontrar parceiros estratégicos, contratar profissionais qualificados, participar de programas de inovação e atender clientes de todo o Brasil sem sair daqui. Essa talvez seja uma das maiores conquistas que construímos ao longo desse período.

Também acredito que nosso maior diferencial está na capacidade de trabalhar em conjunto. Quando uma empresa decide investir em Rio Preto, encontra universidades, centros de pesquisa, profissionais qualificados, entidades atuantes e empresários dispostos a compartilhar conhecimento. Esse ambiente colaborativo não surgiu da noite para o dia. Foi construído com muito diálogo, dedicação e visão de futuro.

Rio Preto Tech Summit

Esse crescimento pode ser visto também no Rio Preto Tech Summit, evento criado pela Apeti e que hoje se consolidou como o maior encontro de tecnologia do interior paulista. A edição de 2026 será realizada no Graneleiro, no Complexo Swift, ocupando uma área de 3 mil metros quadrados, três vezes maior que a do ano passado.

O número de expositores saltou de 30 para 75, e esperamos receber entre 5 mil e 6 mil participantes, reunindo empresas, startups, investidores, pesquisadores, estudantes e especialistas de diversas regiões do país.

O mais importante é perceber que a inovação deixou de beneficiar apenas as empresas de tecnologia. Hoje, soluções desenvolvidas em Rio Preto ajudam hospitais, indústrias, produtores rurais, instituições de ensino, redes varejistas e operadores logísticos em todo o Brasil. A tecnologia passou a impulsionar praticamente todos os setores da economia.

Ainda temos desafios importantes, principalmente na formação de profissionais para atender à crescente demanda do mercado. Mas acredito que estamos no caminho certo.

Rio Preto conquistou reconhecimento pela força da inovação e criou um ambiente capaz de atrair investimentos, gerar empregos qualificados, desenvolver soluções e movimentar toda a economia do Noroeste Paulista. Tenho convicção de que esse é apenas o começo de uma transformação que continuará moldando o futuro da nossa cidade.

*João Paulo Rodrigues é presidente da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação)

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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