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Noriega: Argentina honra o futebol ao jogar com coragem e merece estar na final

Lionel Scaloni jantou o alemão Tuchel, treinador de uma Inglaterra medrosa e justamente eliminada

Espaço Prisma|Maurício Noriega, especial para o R7*

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Lautaro Martínez, da Argentina, marca o segundo gol da sua seleção 15 de julho de 2026 REUTERS/Dylan Martínez Dylan Martinez/REUTERS

Foi uma aula de coragem, de honra e alma para se jogar futebol. A Argentina chega a mais uma final de Copa do Mundo, a segunda consecutiva, jogando sem medo de ser feliz, de ousar e empurrada por raça, entrega e o toque genial Messi.

Menção honrosa para o treinador argentino, Lionel Scaloni. Discreto, educado, estudioso, ele é um monstro à beira do gramado. Comanda sem medo de errar e não peca por omissão. Desde 2022, quando trocou meio time (cinco jogadores) após a derrota para a Arábia Saudita na estreia.


Quando ficou atrás no marcador, Scaloni mandou artilharia pesada para campo. Percebeu que seu adversário, o badalado alemão Thomas Tuchel, estava apavorado no banco ao lado, lidava mal com a vantagem e se acovardava, recuando cada vez mais o time. Um marciano que chegasse à Terra sem jamais ter visto futebol apostaria na virada argentina.

Ela veio com o requinte de genialidade de Messi, um canhoto, cruzando de pé direito uma bola preciosa na cabeça de Lautaro Martínez, que mandou para o gol vencendo a zaga inglesa de homens mais altos.


A Argentina é um time que se recusa a perder. Não abandona jamais a luta, tem resiliência histórica e aquela confiança que os times campeões exalam com apenas um olhar.

A Inglaterra segue sendo o país do melhor campeonato de clubes do mundo, em que brilham mais estrangeiros que ingleses. Quando se juntam como selecionados, os ingleses esfarelam nos momentos decisivos. A ponto de perder uma Euro para a decadente Itália jogando em Londres. Diante da Argentina, tinham a vantagem, eram ligeiramente superiores, mas foram conduzidos a um massacre na segunda etapa por um treinador que teve o pensamento mais mesquinho do futebol. Faltou a Tuchel a coragem que transbordou de Scaloni.


Faltou a Bellingham a personalidade de Enzo Fernández, e faltou a Kane a coragem para jogar de Messi.

Espanha e Argentina farão uma final justa. A melhor equipe, a espanhola, diante da melhor personalidade futebolística, a argentina.


Confesso aqui uma inveja gostosa do jogo coletivo e bem trabalhado da Espanha, e da vontade de ganhar jogando com coragem da Argentina.

Aprende, Brasil!

*Maurício Noriega é comentarista esportivo da RECORD

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