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Novas regras para doação de sangue renovam otimismo de hospitais e hemocentros no RS

Portaria do Ministério da Saúde libera doador acima dos 70 anos e reduz prazo de espera após tatuagem e procedimentos estéticos

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A notícia se repete com frequência: falta sangue nos hospitais e hemocentros do Rio Grande do Sul. Com os estoques baixos em boa parte do ano, profissionais da área de saúde costumam procurar a imprensa para reforçar apelos por doadores. Agora, uma nova portaria dá esperança de que o cenário pode começar a mudar. No Rio Grande do Sul, a flexibilização é vista com otimismo.

O Ministério da Saúde publicou a Portaria 11.685/2026, com novos parâmetros para avaliar quem pode doar sangue no Brasil. A mudança começa a valer em outubro, em todo o território nacional.


O ponto que mais chama atenção é o fim de uma barreira etária que incomodava doadores fiéis: quem passa dos 70 anos poderá seguir doando, desde que esteja saudável e respeite os intervalos definidos para a faixa etária. A regra acompanha um Brasil que envelhece e vive mais.

Tatuagem, piercing, maquiagem definitiva, botox, preenchimento e microagulhamento também ganham prazos mais curtos. Quem passou por esses procedimentos em local que segue as normas sanitárias poderá doar em sete dias. Sem essa comprovação, a espera sobe para quatro meses. Já quem colocou piercing na boca ou na região genital só doa quatro meses depois de retirar o acessório.


A lista de mudanças não para aí. A portaria também revisa critérios para doação após cirurgias, procedimentos dermatológicos e odontológicos, uso de medicamentos controlados, vacinas e profilaxias pré e pós-exposição. E atualiza os prazos de impedimento depois de doenças como dengue, leptospirose, caxumba, rubéola, sarampo, sífilis e zika.

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No Hemorgs, o hemocentro do Estado, a expectativa é de que a triagem fique mais clara para quem quer ajudar. As equipes de triagem também vão passar por treinamento para se adaptar às novas regras, o que a instituição espera que resulte em mais gente apta a doar no Rio Grande do Sul.


O problema do sangue insuficiente nos hemocentros gaúchos não é de agora. Toda flexibilização que amplia o público apto tende a aliviar, ainda que parcialmente, um gargalo que hospitais enfrentam ano após ano.

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