A essência de um grande Chianti Classico
Durante o VinoVip Cortina 2026, Giovanni Poggiali falou ao Mundo Agro sobre a história da Fèlsina, o legado do Rancia e a importância da Sangiovese

No campo, cada escolha influencia a jornada. E a trajetória da vinícola Fèlsina foi marcada por uma decisão: a de apostar no potencial da Sangiovese quando poucos ainda enxergavam todo o seu valor.
Localizada em Castelnuovo Berardenga, no coração do Chianti Classico, a vinícola construiu sua identidade a partir da relação entre território, conhecimento e respeito pela variedade que melhor traduz a paisagem da Toscana.
A história da Fèlsina ganhou um novo capítulo em 1966, quando Domenico Poggiali, avô de Giovani, adquiriu a propriedade. A partir daquele momento, a família iniciou um trabalho de valorização dos vinhedos e de uma viticultura baseada na expressão do lugar.
Entre os maiores símbolos dessa trajetória está o Rancia.
O Mundo Agro esteve em Cortina d’Ampezzo, na Itália, para participar do VinoVip Cortina 2026, e conversou com Giovanni Poggiali, representante da terceira geração da família.
“Rancia é uma grande seleção de Chianti Classico. Começou em 1983 e foi um que mudou as regras da região.”

A decisão de permanecer 100% fiel à Sangiovese representava uma nova forma de olhar para o vinho italiano: menos dependente de tendências e mais conectada ao território.
“Meu avô teve a convicção de ficar 100% em Sangiovese, quando ainda não era comum fazer isso.”
A força da Fèlsina está também no lugar onde seus vinhos nascem. Os vinhedos estão numa área onde o solo calcário contribui para a elegância do vinho.

Degustar o Rancia e ter a oportunidade de conversar com Giovanni Poggiali, uma das maiores referências do Chianti Classico, foi um privilégio.
Esse encontro traduz a essência e a tradição de um dos grandes terroirs da Toscana.
Salute!
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Italian Trade Agency*
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