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Alexandre Ramagem pode ficar preso por meses até decisão sobre deportação

Ex-diretor-geral da Abin foi preso em operação organizada por cooperação entre polícia americana e PF nesta segunda (13)

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, foi preso em Orlando por estar em situação irregular nos EUA.
  • Ele já havia solicitado asilo alegando perseguição política no Brasil, mas permanece detido enquanto aguarda decisão judicial.
  • O processo de deportação pode levar de 3 a 5 meses e a Polícia Federal está atuando para garantir sua extradição ao Brasil.
  • Ramagem é investigado por supostos crimes cometidos nos EUA, incluindo a compra de veículos com documentos inválidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre Ramagem
Alexandre Ramagem pode ficar detido nos EUA por até cinco meses Valter Campanato/Agência Brasil - 11.07.2019

Eram pouco menos de 8 horas da manhã em Orlando (pouco menos de 9h no horário de Brasília) quando o ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido por uma operação da polícia local de Orlando. No primeiro momento, a informação era de que ele teria cometido uma infração de trânsito em seu caminho. A polícia verificou, na abordagem, que o ex-diretor-geral da Abin não tinha documento migratório válido em território nacional. Estaria ilegal. Por conta disso, o ex-deputado foi levado ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas), que é a agência federal de aplicação da lei dos EUA responsável por investigar, deter e deportar imigrantes ilegais dentro do território americano. Ramagem está preso no Krome Center, onde ficam detidos pelo ICE.

Ramagem, no entanto, já tinha dado entrada em um pedido de asilo nos Estados Unidos, alegando perseguição política no Brasil. O pedido pode dar a ele uma chance de ser liberado mediante fiança.


A partir de agora, um juiz da imigração de Jacksonville, na Flórida, vai analisar o pedido de deportação elaborado pelo ICE. O processo, segundo o blog apurou, dura de 3 a 5 meses, em média.

Enquanto isso, Ramagem aguarda preso e precisa constituir um advogado para pedir a revogação da prisão. A Polícia Federal, no entanto, segue atuando naquele país de forma diplomática para que ele continue preso e prepara documentos para convencer o juiz americano de que o mandado de prisão dele no Brasil não é em função de perseguição política.


A intenção é que Ramagem retorne o mais breve possível para cumprir pena no Brasil. Um processo de extradição contra ele já está nas mãos dos americanos desde o começo deste ano, mas poderia levar anos.

O trabalho que levou à prisão de Ramagem é fruto de cooperação entre as polícias dos Estados Unidos e a Polícia Federal brasileira, que monitora de perto o ex-deputado na rotina nos EUA.


Houve uma outra tratativa entre as polícias dos dois países sobre possível crime cometido por ele em território norte-americano. Ramagem comprou dois carros, um Toyota e um Ford, para ele e para a esposa, utilizando documento sem validade. Segundo fontes na corporação, o ato seria ilegal, mas a prisão não chegou a acontecer.

Relembre a fuga

Ramagem fugiu para os Estados Unidos em setembro do ano passado, quando atravessou, por terra, a fronteira brasileira por Roraima até a Guiana, onde embarcou em um voo comercial no aeroporto internacional de Georgetown com passaporte diplomático cancelado. Na época, o Itamaraty não tinha ainda a obrigação de informar autoridades internacionais sobre cancelamentos de passaportes diplomáticos, o que, depois do caso, passou a ser também função da Polícia Federal.


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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