Ministros do STF não são favoráveis à anulação das eleições após anúncio de Flávio Bolsonaro
Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar classificou o resultado como uma ’sacanagem’
Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília
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A possibilidade de anulação das eleições não encontra ambiente favorável no STF (Supremo Tribunal Federal). O anúncio feito no domingo (25) por Flávio Bolsonaro, logo após ele perder as eleições.
Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar classificou o resultado como uma “sacanagem” e afirmou que é “impossível reconhecer o resultado”.
Segundo interlocutores, a avaliação nos bastidores da Corte é de que uma iniciativa dessa natureza enfrentaria resistência.
A leitura é que não basta apresentar questionamentos sobre o resultado das urnas para abrir caminho à anulação de uma eleição, mas seria necessário demonstrar a existência de irregularidades concretas e relevantes, capazes de justificar uma medida tão excepcional.
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Ministros ouvidos em reservado demonstraram pouca disposição para apoiar uma iniciativa que coloque em dúvida o resultado eleitoral sem provas consistentes.
O entendimento é de que eventuais contestações precisam seguir os procedimentos previstos na legislação, sem que a insatisfação política com o resultado seja suficiente para reverter o pleito.
O candidato do PL atribuiu a derrota à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou o horário de votação até as 19h.
Flávio chamou a decisão de “canetada” e disse que Zanin, ex-advogado de Lula, atendeu a um pedido feito por um ex-sócio e passou por cima da Justiça Eleitoral. Zanin foi advogado do presidente nos processos da Lava Jato e foi indicado por ele ao STF em 2023.
A própria campanha de Flávio havia pedido ao TSE, horas antes, que a votação fosse prorrogada. Os advogados argumentavam que, sem a prorrogação, o eleitor, diante de uma rua alagada, “teria de escolher entre a própria segurança e o voto”.
A campanha também pedia que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só começasse depois do fechamento das seções abrangidas.
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