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Ministros se dividem sobre proposta de elevar a 60 anos idade mínima para entrar no STF

Atualmente, a Constituição estabelece uma faixa que vai dos 35 aos 70 anos para que um cidadão seja indicado à Corte

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros do STF estão divididos sobre a proposta de aumentar a idade mínima para indicação à Corte para 60 anos.
  • Atualmente, a Constituição permite indicações entre 35 e 70 anos, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
  • Proposta visa limitar permanência no cargo a 15 anos, reduzindo influência prolongada de um presidente na composição do STF.
  • Para ser aprovada, a mudança precisa do apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Plenário do STF
Constituição estabelece faixa que vai dos 35 aos 70 anos para que um cidadão seja indicado à Corte Rosinei Coutinho/STF - 15.9.2026

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) divergem sobre a proposta de elevar para 60 anos a idade mínima para indicação à Corte. Enquanto uma ala vê risco de restringir a escolha de novos integrantes, outra considera que a mudança pode ajudar a estabelecer um limite para o tempo de permanência no tribunal.

Atualmente, a Constituição estabelece idade mínima de 35 anos e máxima de 70 anos para a indicação ao Supremo. Como a aposentadoria é compulsória aos 75 anos, a elevação da idade mínima para 60 anos faria com que os futuros ministros permanecessem no cargo por, no máximo, 15 anos.

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A proposta ganhou força nos bastidores em meio às articulações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com parlamentares e integrantes de tribunais superiores.

As discussões envolvem a possibilidade de elevar a idade mínima para 55 ou 60 anos, além da adoção de mandatos fixos para os ministros.

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Resistência à proposta

Ministros contrários à mudança avaliam que estabelecer uma idade mínima de 60 anos imporia uma restrição excessiva às indicações, impedindo que juristas mais jovens, mas com trajetórias profissionais consolidadas, chegassem ao Supremo. A mudança também impactaria o perfil dos escolhidos para a Corte.

Na avaliação desse grupo, a medida poderia privar a Corte do dinamismo, da inovação e da contribuição de profissionais que atingem o auge da carreira antes dos 60 anos.

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Renovação da Corte

Por outro lado, ministros favoráveis à proposta consideram que a limitação indireta do tempo de permanência no STF poderia beneficiar a instituição.

Para esse grupo, a mudança permitiria uma renovação mais frequente da composição do tribunal e reduziria o desgaste associado à permanência prolongada dos magistrados no cargo.

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Outro argumento é que a medida diminuiria a possibilidade de um único presidente da República influenciar a composição do Supremo por várias décadas, por meio de indicações de ministros mais jovens.

Atualmente, um magistrado indicado aos 35 anos pode permanecer na Corte por até 40 anos, até atingir a idade de aposentadoria compulsória.

Para entrar em vigor, a alteração na Constituição precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada votação.

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