STF deve aprofundar apurações sobre Flávio Bolsonaro em casos Dark Horse e Willer Tomaz
Fontes dizem que casos são considerados relevantes e exigem celeridade na análise das provas
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Com a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, duas investigações que envolvem o senador no STF (Supremo Tribunal Federal) devem avançar: a que apura suspeitas sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a que investiga possíveis irregularidades financeiras relacionadas ao advogado Willer Tomaz.
Segundo interlocutores, a avaliação é que os casos são considerados relevantes e exigem celeridade na análise das provas e na conclusão das diligências, diante da gravidade das suspeitas investigadas e dos desdobramentos políticos e financeiros das apurações.
Fontes ouvidas pelo blog dizem que há urgência em avançar nos procedimentos para esclarecer as suspeitas e definir os próximos passos das investigações.
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Os relatores das investigações são os ministros André Mendonça (no caso do filme) e Alexandre de Moraes (na apuração que envolve Willer Tomaz).
Depois de perder a eleição presidencial, Flávio ficará sem cargo público a partir do ano que vem, já que o mandato dele como senador acaba em janeiro de 2027.
Com isso, ele vai perder o foro privilegiado associado ao cargo, mas os inquéritos não precisam ser transferidos automaticamente para a primeira instância.
Em 2025, o STF firmou entendimento de que investigações e ações penais sobre crimes supostamente cometidos durante o exercício de uma função pública e em razão dela podem continuar na Corte mesmo após o fim do mandato.
Dark Horse
Sob relatoria de André Mendonça, o inquérito sobre o filme Dark Horse apura possíveis irregularidades na captação de recursos para a produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal investiga tratativas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar o projeto. São apurados os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.
Neste mês, a PF pediu a Mendonça mais 90 dias para concluir as diligências. A prorrogação foi solicitada diante da necessidade de aprofundar a análise financeira e obter informações complementares, inclusive por meio de cooperação internacional.
Caso Willer Tomaz
A segunda frente de investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas a Willer Tomaz, advogado que mantém relação pessoal com Flávio. O caso teve origem em apurações sobre operações financeiras relacionadas a plataformas de apostas e meios de pagamento.
Durante as diligências, a Polícia Federal identificou registros de contatos, encontros e viagens envolvendo o senador e o advogado. Os investigadores também buscam entender operações financeiras de empresas ligadas a Tomaz, incluindo movimentações que somaram cerca de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025.
Outro ponto sob análise é o registro de Flávio como “usuário master” em uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado. A PF quer mais informações sobre a natureza desse acesso e se houve movimentação de recursos pelo senador.
Na semana passada, Moraes determinou medidas cautelares contra Willer Tomaz, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal e o bloqueio de bens e valores de até R$ 6 bilhões.
A decisão também determinou o cancelamento de passaportes do advogado, inclusive o diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de empresas ligadas a ele.
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