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Prestes a assumir TSE, Nunes Marques planeja ‘força-tarefa’ para manutenção de urnas

Ações incluem pente-fino nas mais de 500 mil urnas que serão usadas nestas eleições e convênios na área de cybersegurança

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nunes Marques, novo presidente do TSE, planeja uma força-tarefa para inspecionar mais de 500 mil urnas para as eleições de outubro.
  • Prevê parcerias com universidades para aprimorar a cybersegurança e facilitar a transmissão de dados.
  • Busca aumentar a participação dos povos originários no processo eleitoral através de capacitação.
  • O TSE estará preparado para enfrentar desafios como fake news e inteligência artificial nas eleições, com fiscalização rigorosa sobre anúncios digitais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Kassio Nunes Marques tomará posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral em maio Andressa Anholete/STF - Arquivo

O ministro Nunes Marques, que tomará posse como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio, planeja efetuar uma força-tarefa junto aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) para fazer um pente-fino nas mais de 500 mil urnas — entre novas e antigas — que serão usadas nas eleições presidenciais de outubro deste ano.

Nunes Marques ainda pretende fazer uma interlocução com as unidades da Federação, para verificação das condições de transmissão de dados e fechar convênios com universidades ou outras instituições na área de cybersegurança.


O ministro também planeja que haja maior participação dos povos originários no processo eleitoral, com a capacitação e mais circulação de informações entre essa parcela da população.

Eleição simbólica

A eleição dos novos presidente e vice-presidente da Corte eleitoral está marcada para esta terça-feira (14). A atual presidente, Cármen Lúcia, embora pudesse permanecer no cargo até 3 de junho, decidiu antecipar a saída.


A vice-presidência ficará com André Mendonça. Ambos os ministros foram indicados ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A data de posse dos dois ainda não foi confirmada, mas a cerimônia deve ocorrer em maio.

A eleição é simbólica. No TSE, a presidência é sempre exercida por um dos três ministros vindos do STF. Pela tradição, o atual vice-presidente assume o comando da corte eleitoral, seguindo a antiguidade dos ministros do Supremo que ocupam cadeiras no TSE.


O TSE é composto de, no mínimo, sete ministros: três são originários do STF, dois são do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois são representantes da classe dos juristas — advogados com notável saber jurídico e idoneidade — indicados pelo presidente da República.

Cada ministro é eleito para um biênio, sendo proibida a recondução após dois biênios consecutivos.


Combate às fake news

Em março, Nunes Marques afirmou ao blog Quarta Instância que o TSE estará preparado para lidar com inteligência artificial e fake news nas eleições de outubro. “Estaremos prontos”, disse.

A ideia é efetuar uma fiscalização rigorosa, em parceria com as plataformas digitais, com informações detalhadas sobre quem pagou, o valor gasto e o público alcançado com anúncios na internet.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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