PT diz que ‘decisão da Justiça não se discute’, após TSE suspender pesquisa sobre Flávio e Master
Nunes Marques derrubou pesquisa que revelou queda na intenção de votos de Flávio Bolsonaro após vazamento de conversa com Daniel Vorcaro

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que decisão da Justiça não se discute após o ministro do TSE, Nunes Marques, suspender pesquisa da Atlas Intel que mostrava queda na intenção de votos de Flávio Bolsonaro após o vazamento de áudios de uma conversa com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na gravação, o pré-candidato pedia dinheiro para financiar o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dias depois, Flávio também revelou que chegou a visitar Daniel Vorcaro quando ele já estava com tornozeleira eletrônica.
“Nós respeitamos a decisão do Poder Judiciário. Decisão da Justiça você não debate, você não opina, você respeita. Temos muito respeito pelo ministro Nunes Marques e temos certeza que ele vai conduzir o processo eleitoral da melhor forma possível”, afirmou Edinho.
A declaração ocorreu em seminário do partido que discute reforma do Judiciário.
Entenda
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A publicação ocorreu logo após a revelação de conversas gravadas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A decisão atende a um pedido de liminar protocolado pela coordenação jurídica do PL (Partido Liberal). A legenda contestou a metodologia aplicada pelo instituto, argumentando que o questionário feria o princípio da neutralidade ao induzir os entrevistados a uma percepção negativa sobre o pré-candidato antes de colher as intenções de voto.
Na decisão, o ministro apontou que, em outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, não havia perguntas semelhantes e nem o uso de peças audiovisuais como o verificado nesta.
“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com os questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, afirmou o ministro.
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