Logo R7.com
RecordPlus

Depois das fintechs, governo precisa mirar também em criptomoedas, diz advogado

Especialista alerta para o risco da utilização de outras tecnologias pelo crime organizado para lavagem de dinheiro

Conexão Record News|Do R7

  • Google News

A Receita Federal apontou um patrimônio de R$ 30 bilhões em fundos controlados pela organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na megaoperação deflagrada na última quinta-feira (28). O esquema passava por toda a cadeia produtiva do setor, começando com ameaças e coação para comprar fazendas de cana-de-açúcar, compra de usinas e transporte por caminhões até postos. Maquininhas de cartão e lojas de conveniência também eram usadas para lavagem de dinheiro.

Em entrevista ao Conexão Record News, Tiago Câmara, advogado especialista em direito tributário, analisa que, para uma melhor efetividade para operações do tipo, o governo precisa agir em diversas frentes tributárias e não tributárias, como a decisão de exigir que as fintechs possuam responsabilidades como os bancos tradicionais. No entanto, o advogado alerta para outros meios digitais que são utilizados pelas organizações criminosas, como as criptomoedas.

“Hoje a gente vê diversas outras formas, principalmente associadas a criptomoedas, que também é necessário alcançar de alguma maneira porque isso também possibilita essa lavagem de dinheiro. Hoje a gente está engatinhando nesse sentido porque criptomoedas a gente vê que é uma questão de lavagem internacional de dinheiro. Então, são passos lentos, mas a ideia aqui é que vai fechando o cerco de alguma forma”, conclui o advogado.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.