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Entenda como vai funcionar o atendimento de pacientes do SUS em hospitais particulares

Rodrigo Oliveira, diretor do 'Agora Tem Especialistas', esclarece dúvidas em entrevista à RECORD NEWS

News das 19h|Do R7

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Em agosto, os pacientes do Sistema Único de Saúde começaram a ser atendidos em hospitais e clínicas particulares. Essa medida integra o programa 'Agora Tem Especialistas', do Ministério da Saúde.

Ao News das 19h desta sexta (29), o diretor do programa, Rodrigo Oliveira, falou sobre como esse novo sistema auxiliará a população que necessita de atendimento especializado do SUS.

Oliveira explica que antes da pandemia o brasileiro já enfrentava dificuldade com o tempo de espera para atendimento especializado pela rede pública, mas esse problema se agravou com o surgimento do coronavírus, já que os esforços foram destinados ao controle da doença, logo, as filas aumentaram consideravelmente. O 'Agora Tem Especialistas', lançado por Lula em maio, seria uma forma de enfrentar esse desafio.

"O programa tem um conjunto de componentes, desde a possibilidade de a gente fazer mutirões em hospitais públicos, mutirões e contratação de mais hospitais privados, e também a possibilidade de duas inovações: trocar dívidas tributárias de hospitais privados por atendimento à saúde, que é o nosso componente crédito financeiro, e também dívidas de planos de saúde com ressarcimento do SUS. Quando um paciente que é atendido pelo SUS e ele também é cliente de um plano de saúde, esse plano de saúde deve ressarcir o Sistema Único de Saúde. E alguns planos estão devendo quantias elevadas, a ideia é a gente transformar essa dívida em atendimento para o povo também", esclarece.

Mas e em relação aos pacientes? Eles devem ir diretamente a um hospital privado ou continuam procurando os postos de saúde? Rodrigo Oliveira explica: "Do ponto de vista do paciente, o paciente não precisa fazer nada diferente. Ele que foi a uma unidade básica de saúde, por exemplo, recebeu um encaminhamento para uma consulta de cardiologia, ele vai para a fila da regulação. O que vai acontecer com o programa? É que agora estamos iniciando um processo de ampliação do acesso. Com esse esforço conjunto do governo federal, estados e municípios, essa fila vai andar mais rápido".

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