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Moradores de São Geraldo enfrentam ruídos de casa de festas

Reclamações sobre som alto e desordem afetam comunidade em Porto Alegre

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Moradores de São Geraldo enfrentam problemas com ruídos altos provenientes de uma casa de festas na região.

  • A situação vem causando perturbações principalmente aos finais de semana, incluindo desordem e incômodo para crianças, como o filho autista de uma moradora.

  • A comunidade já registrou boletins de ocorrência e acionou a polícia militar, mas ainda não houve medidas efetivas para resolver a situação.

  • O proprietário da casa de festas se comprometeu a rever práticas operacionais e aguarda ações da prefeitura para garantir o cumprimento das leis de silêncio.

 

Uma casa de festas localizada no bairro São Geraldo, zona norte de Porto Alegre (RS), tornou-se motivo de intensas queixas por parte da vizinhança, devido a constantes transtornos gerados, principalmente, por elevados níveis de ruído. Segundo Carolina Silveira, repórter da RECORD, moradores relatam que o estabelecimento vem perturbando a tranquilidade nas noites de finais de semana. A origem do problema é atribuída ao som alto e desordem causados por frequentadores que se reúnem no entorno do local.

De acordo com depoimentos colhidos por Silveira, o problema persiste há aproximadamente quatro meses, desde que a antiga casa de carnes deu lugar à casa de festas. "De quarta-feira em diante, praticamente ninguém dorme", desabafou um dos moradores, que preferiu não se identificar. A situação se agrava com indivíduos urinando pela rua, veículos trafegando na contramão e barulhos excessivos, que inviabilizam o descanso.

Um dos casos mais preocupantes envolve uma moradora com um filho autista, que enfrenta dificuldades para dormir devido ao barulho, apontando que o distúrbio é amplificado quando carros trafegam com música alta, despertando o menino de forma assustadora. A situação levou a comunidade a acionar a polícia militar e registrar boletins de ocorrência, no entanto, medidas eficazes ainda não foram implementadas.

O proprietário da casa de festas afirmou estar revisando as práticas operacionais para alinhar-se às normas municipais. Medidas estão sendo discutidas para redução do impacto acústico gerado pelo estabelecimento. "Estamos trabalhando para atender plenamente as normas municipais", assegurou em nota.

Enquanto a população espera por ações concretas das autoridades para a aplicação da "lei do silêncio" — que proíbe barulhos excessivos após as 22 horas —, a prefeitura, através da secretaria responsável, é convocada a desempenhar papel ativo na fiscalização e garantir o cumprimento das normas. Para os moradores, a expectativa é que o estabelecimento possa continuar suas atividades, desde que sem perturbar a paz social da comunidade local.

Reforçando a urgência do tema, a mídia, por meio da cobertura da RECORD, manifesta seu apoio na mediação das divergências entre as partes envolvidas, com vistas a uma resolução pacífica e dentro dos limites legais.

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