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Conselho Federal de Medicina defende busca de solução para hospital filantrópico

Ação é uma resposta ao fechamento do pronto-socorro da Santa Casa por falta de dinheiro

Saúde|Do R7

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Pronto-socorro da Santa Casa reabriu na noite de quarta-feira
Pronto-socorro da Santa Casa reabriu na noite de quarta-feira

O CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou na quarta-feira (23), em sessão ordinária, uma moção de apoio à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e criticou o que classificou como mais um "episódio dramático na história da saúde pública brasileira". A ação do CFM é uma resposta à notícia do fechamento do setor de urgências e emergências do hospital por falta de recursos financeiros.

Em nota, o conselho destaca que "a crise na Santa Casa de São Paulo vem à tona na esteira da divulgação de levantamento realizado pelo CFM sobre a insuficiência dos recursos na rede pública".


Na moção, a entidade alerta para a necessidade de soluções para a dívida dos hospitais filantrópicos, de reposição da Tabela SUS e de aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que pede a vinculação de 10% da receita bruta da União à saúde. Ressalta ainda a necessidade de oferta de linhas de investimentos no setor filantrópico, específicas à adequação das estruturas físicas das Santas Casas, com ênfase nos setores de urgência e emergência.

Na avaliação do CFM, "o fechamento da Santa Casa de São Paulo resulta do subfinanciamento do SUS, da má gestão dos recursos públicos e, ainda, da falta de prioridade política para atender às demandas da população". Segundo a entidade, esses fatores "denunciam o descompromisso dos gestores, especialmente os de nível federal, para com a rede pública".


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Ao final, o Conselho Federal de Medicina afirma que espera uma resposta imediata, eficaz e permanente para o que chama de "agressão à saúde de milhares de pacientes e aos médicos e outros profissionais" que hoje encontraram os portões da Santa Casa de São Paulo fechados.

— O Brasil tem urgência de ser bem tratado. Fechar os olhos à realidade que vitima nossos cidadãos e profissionais não vai resolver o problema.

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