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Estudo comprova que "hormônio do amor" previne efeito do álcool

Oxitocinas bloqueiam os efeitos da intoxicação do álcool e previnem a atuação no cérebro

Saúde|Do R7

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"Hormônio do amor" previne a intoxicação alcoólica
"Hormônio do amor" previne a intoxicação alcoólica

A oxitocina, conhecida também como o "hormônio do amor", previne a intoxicação alcoólica em roedores e poderá abrir portas para futuros tratamentos contra a dependência do álcool em seres humanos, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (24).

Segundo o psicólogo Michael Bowen, um dos autores da pesquisa da Universidade de Sydney, "descobrimos que as oxitocinas bloqueiam os efeitos da intoxicação do álcool e previnem a atuação em partes do cérebro que estão ligados ao alcoolismo".


No estudo divulgado pela revista científica "Procedimentos da Academia Nacional de Ciências", a equipe liderada por Bowen analisou o papel da substância no bloqueio dos efeitos do álcool no organismo, que é induzido pela liberação da dopamina.

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Ao observar o comportamento de grupos de roedores sóbrios e embriagados, os cientistas perceberam que os primeiros davam voltas ao redor de suas jaulas, enquanto os outros se sentavam visivelmente sedados com os focinhos apoiados na quina das caixas. O curioso foi que um terceiro grupo de ratos, ao qual foi dado o hormônio antes do consumo de álcool, rodeava a jaula como os roedores sóbrios.

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Em outros testes para medir a sobriedade, Bowen e seus colaboradores observaram por quanto tempo os roedores aguentavam ficar pendurados verticalmente na grade de arames.

— Os ratos sóbrios se sustentavam de 10 a 15 segundos, enquanto os embriagados aguentaram apenas dois.


O psicólogo australiano ressaltou que os que estavam sob o efeito da oxitocina conseguiram ficar pendurados cerca de dez segundos. "A substância reverte quase por completo o efeito do álcool", afirmou o cientista ao refletir sobre as possibilidades de prevenir as consequências que o consumo da bebida produz, como o relaxamento excessivo dos músculos.

Estudos anteriores mostram que a oxitocina pode reduzir o consumo do álcool, os desejos e a síndrome de abstinência, por isso há chances de ser um componente crucial para possíveis tratamentos contra o alcoolismo.

— Aqui há um remédio que potencialmente pode fazer com que se consuma menos álcool e caso seja ingerido, os efeitos serão reduzidos.

O desafio agora é aprimorar os descobrimentos para tratamentos em seres humanos, embora a oxitocina já seja utilizada de forma segura para induzir partos.

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