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Acareação entre Mauro Cid e Braga Netto será em 24 de junho, decide Moraes

Ministro negou pedido feito por Braga Netto para adiar sessão para 27 de junho

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Mauro Cid e Braga Netto
Acareação entre Mauro Cid e Braga Netto será fechada e sem transmissão Montagem - Ton Molina/STF e Fellipe Sampaio/STF

A acareação entre o general Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, será em 24 de junho, conforme decidiu o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Braga Netto tinha pedido ao ministro para adiar a acareação para 27 de junho, visto que um dos advogados dele está em viagem internacional. Contudo, Moraes destacou que o militar é representado por outros cinco advogados e que é necessário a presença de ao menos um deles no dia da audiência.

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“Assim, os demais advogados regularmente constituídos pelo réu Walter Souza Braga Netto poderão participar da acareação solicitada pelo próprio requerente, sendo pacífica a orientação desta Suprema Corte no sentido de que o indeferimento do pedido de adiamento não acarreta cerceamento de defesa quando, havendo múltiplos advogados habilitados a atuar na causa, apenas um deles está impossibilitado de comparecimento”, escreveu o ministro na decisão.

Uma acareação é um ato processual no qual duas ou mais pessoas são colocadas frente a frente para confrontar as versões que deram em depoimentos anteriores, quando há contradições relevantes entre elas.

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Braga Netto deixará a prisão no Rio de Janeiro para comparecer ao STF e participar da acareação presencialmente.

Interrogatório de Braga Netto

Na semana passada, Braga Netto foi interrogado por Alexandre de Moraes e negou ter conhecimento do Punhal Verde Amarelo, plano elaborado pelo esquadrão de elite do Exército, os chamados “kids pretos”, contra autoridades.

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Descartou, ainda, ter repassado a Mauro Cid dinheiro dentro de uma sacola de vinho para que fosse entregue a militares que faziam parte do esquema.

O general está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado e tentar obter detalhes dos depoimentos de delação de Cid.

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