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Agentes podem entrar na sala ou no quarto de Bolsonaro? Entenda monitoramento do ex-presidente

Alexandre de Moraes determinou nova ação policial para evitar risco de fuga; decisão foi alvo de críticas dos filhos de Bolsonaro

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes decidiu aumentar o monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro para evitar sua fuga.
  • Agentes da Polícia Federal vão atuar apenas na área externa da residência, sem poder entrar em cômodos internos.
  • Filhos de Bolsonaro, Flávio e Eduardo, criticaram publicamente a decisão como ilegal e uma violação da privacidade.
  • A Polícia Federal argumentou que a monitorização eletrônica sozinha não seria suficiente para prevenir uma tentativa de fuga.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte do grupo investigado por tentativa de golpe no STF Antonio Augusto/STF - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes aumentou as ações de monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro, ordenando que agentes policiais fiquem dentro do lote da casa onde ele cumpre prisão domiciliar em Brasília.

A fiscalização mais rigorosa passou a valer no sábado (30) e tem o objetivo de evitar “qualquer possibilidade de fuga” do ex-presidente.

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O reforço policial foi limitado à área externa da residência, sem autorização para entrada em cômodos internos, o que impede a presença em áreas como a sala ou o quarto de Bolsonaro.

Moraes tomou a decisão depois de a Secretaria de Administração Penitenciária do DF denunciar “pontos cegos” na casa de Bolsonaro, como as laterais e o fundo da residência, que dividem muros com outros imóveis do condomínio.

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O ministro do STF determinou que o monitoramento deve ser adotado mantendo a privacidade dentro da casa de Bolsonaro.

“A efetividade do monitoramento integral do réu Jair Messias Bolsonaro, determinado em decisão anterior, exige a adoção de novas medidas, que conciliem a privacidade dos demais residentes do local e a necessária garantia da lei penal, impedindo qualquer possibilidade de fuga”, diz o documento. A decisão também seguiu recomendações da PGR (Procuradoria-Geral da República).

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Filhos de Bolsonaro criticam

Após a decisão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que são filhos do ex-presidente, criticaram o aumento de fiscalização determinado por Moraes.

“Espero que os policiais que violarem a casa de meu pai, tida na Constituição como asilo inviolável, saibam do abuso que estão cometendo, cumprindo ordem manifestamente ilegal”, escreveu Eduardo nas redes sociais.

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Flávio Bolsonaro, por sua vez, considerou que a decisão é “ilegal” e viola a privacidade. “Mais uma decisão ilegal, paranoica e que invade a privacidade das mulheres da casa de Bolsonaro. Uma humilhação com Michelle, com Laurinha, menor de idade, e com um ex-presidente da República honesto e inocente”, disse.

PF queria agentes dentro da casa de Bolsonaro

No início da semana, a Polícia Federal pediu a presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro devido ao risco de fuga do ex-presidente.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o monitoramento eletrônico por tornozeleira não seria suficiente para conter uma tentativa de fuga. Isso porque, segundo ele, o equipamento depende de sinal de telefonia para enviar alertas em tempo real.

Em caso de falha no sistema ou de interferências deliberadas, o aviso de violação só chegaria às autoridades após o restabelecimento da conexão, tempo suficiente para que Bolsonaro tentasse escapar caso queira fazer isso, destacou Rodrigues.

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