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AGU pede a Fachin suspensão da decisão que afastou Andrei Rodrigues da PF

Investida judicial da Advocacia-Geral da União eleva o tom do confronto entre setores do governo federal e o Supremo

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A AGU solicitou a suspensão da decisão do STF que afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada da PF.
  • A decisão do STF é vista pela AGU como uma violação da competência exclusiva da Presidência da República.
  • O afastamento foi motivado por relatórios supostamente ilegais e o risco de prejudicar investigações no caso Master.
  • A decisão de afastamento possui votos suficientes para ser mantida, apesar do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo AGU, decisão representa violação direta da competência privativa da Presidência Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 03.11.2023

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu a suspensão da decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal), além de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.

Segundo a AGU, a decisão do ministro do STF representa uma violação direta da competência privativa da Presidência da República.


A investida judicial da AGU eleva o tom do confronto entre setores do governo federal e o Supremo, transformando o imbróglio em um teste de limites sobre as prerrogativas constitucionais entre os Poderes.

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Decisão mantida

Mais cedo, no plenário virtual, a Segunda Turma formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça.


O julgamento foi interrompido após o ministro Gilmar Mendes pedir vista, mas a medida de Mendonça já conta com votos suficientes para ser mantida. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam os votos, acompanhando o relator. O ministro Dias Toffoli, que também integra o grupo, não se manifestou.

A determinação do afastamento de Rodrigues foi motivada por sua conduta na produção de relatórios supostamente “ilegais” sobre Mendonça e pelo risco de que sua permanência no cargo prejudicasse a apuração no caso Master.


Além de Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.

Na decisão, o relator justifica a medida “pela superlativa gravidade e ilicitude na produção de ‘relatórios de inteligência’ pela Polícia Federal”. Os documentos citados foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir investigação contra Mendonça e, segundo a PF, não possuem valor probatório.

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