Lula diz que busca de Flávio Bolsonaro por apoio dos EUA ‘vai prejudicar o povo brasileiro’
Presidente critica senador após governo americano propor taxa extra de 25% sobre produtos brasileiros
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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Após os Estados Unidos anunciarem uma possível taxa extra de 25% sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a busca do senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por apoio de Donald Trump.
“Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar o povo brasileiro, ele vai prejudicar os empresários brasileiros, ele vai prejudicar o agronegócio”, disse Lula durante cerimônia de inauguração da sede definitiva do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, em Goiás, nesta terça-feira (2).

O anúncio de Washington sobre a intenção de aumentar a taxação sobre produtos brasileiros veio uma semana após o encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente americano na Casa Branca. Segundo o parlamentar, ele pediu ao republicano para não taxar o Brasil, o que foi rebatido por Lula, que o chamou de “covarde”.
Ainda em sua fala, o chefe de Estado chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “traidores da pátria” por pedirem intervenção dos Estados Unidos no Brasil. “Nunca esse país teve a sordidez política que a gente tem com essa família metralha que assumiu o governo de 2018 a 2022”, afirmou.
Classificação do PCC e do CV como terroristas
Foi também após a reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, na última terça-feira (26), que o governo dos Estados Unidos classificou oficialmente o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas.
Nas redes sociais, o senador celebrou a medida ao compartilhar a publicação de Marco Rubio, secretário de Estado americano. Na postagem, ele escreveu “grande dia”, expressão que ficou marcada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente Lula, por outro lado, demonstrou resistência à decisão. A principal preocupação do Palácio do Planalto envolve questões de soberania nacional e diferenças entre a legislação brasileira e a americana.
Um dos receios é que, em uma situação extrema, Washington utilize o argumento do combate ao terrorismo para justificar operações em território brasileiro, como já ocorreu em outros países ao longo dos últimos anos.
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