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Governo convoca reunião de emergência para discutir decisão dos EUA sobre tarifas

Decisão de propor novas tarifas foi anunciada após conclusão de investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo brasileiro convoca reunião de emergência para discutir tarifas dos EUA.
  • Tarifas de 25% foram propostas após investigação de práticas desleais do Brasil.
  • Reunião contará com a presença do vice-presidente e ministros na Vice-Presidência.
  • Acusação dos EUA inclui tratamento preferencial ao Pix, prejudicando empresas americanas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dario Durigan
Dario Durigan vai participar de reunião sobre o tarifaço Washington Costa/MF - 29.5.2026

Ministros do governo federal convocaram uma reunião de emergência para esta terça-feira (2) para discutir a decisão do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, em português) de propor uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros.

O encontro será realizado na sede da Vice-Presidência. Vão participar o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e representantes de outros ministérios. As equipes do governo ainda avaliam como vão acionar a Casa Branca após o anúncio do USTR.


A decisão de propor novas tarifas foi anunciada pelos EUA como conclusão de uma investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

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Entre os pontos citados pelo país, está um suposto tratamento preferencial ao Pix, que prejudicaria empresas dos EUA.


O órgão americano classificou determinados atos e políticas do Brasil como “irracionais”, sob o argumento de que eles sobrecarregam e restringem o comércio dos EUA.

O governo americano abriu um período de consulta pública antes de oficializar as sanções econômicas. Segundo o documento, o Brasil tem até o dia 15 de julho para adotar medidas corretivas antes da aplicação definitiva das taxas.


De acordo com o documento oficializado por Washington, as principais queixas americanas dividem-se em quatro pilares:

  • Comércio digital e redes sociais: o texto aponta que tribunais brasileiros emitiram “ordens secretas” exigindo que plataformas digitais dos EUA removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de cidadãos americanos (às vezes globalmente), proibindo a divulgação dessas ordens. Além disso, critica a aplicação de multas pesadas e o bloqueio de plataformas;
  • Serviços financeiros: Washington afirma que o Brasil prejudica injustamente empresas americanas de pagamentos eletrônicos ao adotar políticas que favorecem sua “campeã nacional”, citando especificamente o Pix;
  • Tarifas e propriedade intelectual: os EUA criticam os acordos bilaterais do Brasil com México e Índia, que reduzem tarifas para esses países em desvantagem aos produtos americanos. Também há queixas sobre a lentidão do Brasil na análise de patentes (especialmente biofarmacêuticas), falta de combate à pirataria e o fim da reciprocidade tarifária para o etanol americano desde 2017;
  • Governança e meio ambiente: o relatório cita falhas na aplicação de leis contra a corrupção e o suborno, além de ineficácia no combate ao desmatamento ilegal, apesar de o país possuir um arcabouço jurídico para isso.
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