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Câmara deve votar urgência a projeto que aumenta número de deputados nesta segunda

Segundo o relator, deputado Damião Feliciano, proposta tem consenso entre parlamentares

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Câmara deve votar nesta urgência a projeto que aumenta número de deputados nesta segunda Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados - 30/04/2025

A Câmara dos Deputados pode votar, nesta segunda-feira (5), a urgência ao projeto de lei complementar que muda as regras do número de deputados nas bancadas estaduais de acordo com o Censo de 2022. Inicialmente, a proposta realocava a distribuição de 14 cadeiras de deputados federais. No entanto, o relator do projeto, deputado Damião Feliciano (União-PB), afirmou ao R7 que seu parecer não vai realocar as vagas, mas acrescentar conforme a nova proporção do Censo.

Até o momento, não foi divulgado um relatório sobre a proposta. Mas há expectativa de que a Câmara vote o mérito do projeto na terça-feira (6). Para Feliciano, o tema tem “consenso” entre os parlamentares.

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Conforme o relator, a ideia é que os estados que, conforme o Censo, diminuíram em tamanho populacional, não percam o atual número de representantes. Mas que haja um aumento de vagas para os estados que aumentaram o número de moradores. Caso a mudança seja concretizada, a Casa pode passar dos atuais 513 para 527 deputados.

Conforme Feliciano, atualmente, a Casa gasta R$ 1 milhão/mês com cada deputado e os valores seriam realocados com uma espécie de corte de gastos interno a ser definido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), posteriormente. Dessa forma, a proposta não deve ter um trecho com discricionário, mostrando de onde vão sair os valores para arcar com o aumento no número de parlamentares.

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Ao R7, o relator afirmou que a aprovação do projeto não vai aumentar gastos. Além disso, que a proposta pode prever mais do que as 14 vagas a mais.

Entenda

Pelo rearranjo populacional indicado no Censo 2022, foi identificada a necessidade de aumento do número de cadeiras em sete estados, o que provocaria uma mudança em 14 posições parlamentares.

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Avaliação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) projetou, inicialmente, um aumento de parlamentares no Pará (4), Santa Catarina (4), Amazonas (2), Ceará (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1) e Goiás (1).

Segundo o instituto, caso a Câmara não queira ampliar o número de deputados, a saída seria reduzir as cadeiras de outras unidades da Federação. Nesse caso, sete estados perderiam vagas: Rio de Janeiro (4), Piauí (2), Paraíba (2), Bahia (2), Rio Grande do Sul (2), Pernambuco (1) e Alagoas (1). Mas isso foi descartado pelo relator.

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O caso chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) por um pedido apresentado pelo Pará, um dos maiores beneficiados em uma eventual mudança. Os desdobramentos da ação fizeram com que a Corte estipulasse um prazo de resolução por parte da Câmara até 30 de junho.

Caso não haja uma definição até lá, a decisão ficará com a própria Corte. Para valer em 2026, o desenho final precisa ser acertado até um ano antes das próximas eleições.

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