Deputado do PT pede revogação de domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma
Lindbergh Farias, vice-líder do Governo na Câmara, solicita que o ex-presidente seja colocado em um estabelecimento prisional
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do Governo, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal, a revogação da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar solicita que Bolsonaro seja colocado em um estabelecimento prisional.
O pedido se baseia em apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm registrada no nome do ex-presidente, que foi encontrada com um agente do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
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Segundo o parlamentar, a residência do ex-presidente não pode se tornar um espaço imune à atuação do Estado ou uma “zona de imunidade” mediada por triagem privada.
“O episódio frustrou a fiscalização e demonstrou a insuficiência do regime domiciliar atual para conter riscos processuais. Mesmo que a escolta tenha agido sem ordem direta do ex-presidente, o “arranjo atual” provou-se inadequado", argumentou.
Caso
A polícia civil do DF abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e do transporte da arma.
O caso teve início na noite de segunda-feira (15), quando a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) realizou uma blitz de rotina na região de Taguatinga.
Durante a abordagem a um veículo, os policiais constataram que o condutor, um sargento do Exército que atua na segurança do ex-presidente pelo GSI, portava regularmente sua arma funcional. No entanto, uma segunda pistola foi localizada no interior do automóvel.
Questionado sobre a falta de documentação do segundo armamento, o militar afirmou aos agentes que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Ele justificou a situação dizendo que o equipamento apresentava uma falha mecânica e havia sido retirado da residência do ex-presidente para ser levado para conserto.
Diante do flagrante de transporte de arma sem o devido registro em nome do condutor, o sargento foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) para prestar esclarecimentos. Após o depoimento, o militar foi liberado, mas a arma permaneceu apreendida.
Por envolver o ex-presidente, a ocorrência foi anexada aos autos do processo de execução penal de Bolsonaro no STF.
A PMDF informou à Corte que os veículos utilizados por agentes do GSI não passam por vistoria quando estão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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