FGC responde a pedido de R$ 4 bilhões para socorrer BRB e aguarda formalização do banco
Fundo deu seguimento e orientou as etapas seguintes à solicitação; funcionário do BRB também solicitou o apoio
Brasília|Débora Sobreira, do R7, em Brasília*
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O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) enviou ao Governo do Distrito Federal na segunda-feira (30) uma primeira resposta ao pedido por um empréstimo no valor de R$ 4 bilhões, destinado à recuperação do BRB (Banco Regional de Brasília).
O pedido foi feito pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), em 29 de março. A rede de proteção bancária respondeu que está “à disposição para processar a análise do pleito, caso o BRB venha manifestar interesse em avançar em tal direção, mediante formalização de requerimento ao próprio FGC”.
Na resposta, o fundo declarou ter recebido contato do gerente de aquisições do BRB, Wily Leão, em 24 de março, antes mesmo da carta de Ibaneis.
Segundo a resposta do FGC, o servidor do banco havia buscado orientações sobre como formalizar o pedido de empréstimo.
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Garantias em debate
O pedido chegou até o FGC por meio de uma carta, em que o ex-governador afirmou estar buscando “assegurar a continuidade de serviços financeiros” do BRB, que se encontra em crise após a tentativa de aquisição do Banco Master no ano passado.
Como parte do acordo, o Governo do Distrito Federal chegou a oferecer como garantias participações acionárias em empresas públicas, como a CEB (Companhia Energética de Brasília), a Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) e o próprio BRB.
Além disso, nove imóveis públicos foram também oferecidos, com autorização em lei. A oferta enfrenta críticas e questionamentos, como no caso do Centrad, complexo administrativo que se encontra sem uso e em disputa judicial.
Outro ponto de controvérsia foi o oferecimento da área conhecida como Serrinha do Paranoá. A oferta da reserva ambiental chegou a ser suspensa como garantia pela Justiça do DF, mas voltou a fazer parte do acordo após decisão da Câmara Legislativa.
*Estagiária sob supervisão de Augusto Fernandes
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