Flávio lança jingle atribuindo a criação do Pix a Bolsonaro em meio a novo tarifaço dos EUA
Alvo de desgaste por ser vinculado a sanções de Trump e a riscos sobre o meio de pagamento brasileiro, senador reage nas redes
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio às associações sobre a responsabilização pelas ameaças ao Pix vindas dos EUA, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro usou as redes sociais nesta segunda-feira (8) para divulgar um jingle de campanha. A peça afirma que o sistema financeiro foi criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva estaria se apropriando da autoria da ferramenta.
Após o anúncio dos Estados Unidos sobre a imposição de uma nova tarifa de 25% ao Brasil — que teve como mira, principalmente, o Pix —, o senador foi associado ao tarifaço e à ameaça ao sistema. O desgaste ocorre porque, um dia após o encontro do parlamentar com o presidente Donald Trump, Washington anunciou que passaria a classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Na sequência, o governo norte-americano taxou o Brasil sob a justificativa de “práticas comerciais desleais”, incluindo o Pix entre os alvos. Para tentar se distanciar das alegações, Flávio ressaltou a nacionalidade do modelo de transação, mas acrescentou: “O Pix é brasileiro e do Bolsonaro”.
No vídeo, produzido com inteligência artificial, Flávio aparece ao lado de apoiadores e de Bolsonaro, ambos vestidos com uma camiseta que estampa a frase “Pix é do Bolsonaro, meu amor”. Na legenda, o parlamentar escreveu: “O Pix é do Brasil, é de graça e foi feito no governo Bolsonaro. Ninguém mexe no nosso Pix!“
A canção repete diversas vezes que a criação do meio de pagamento deve ser atribuída a Bolsonaro. Um dos trechos diz: “Pix é do Bolsonaro, meu amor. Foi no tempo dele que chegou. Quiseram tomar Pix, mas o povo não deixou. No governo dele que brotou. [...] Mas agora tem política querendo mudar a história do governo. Tentam mudar a narrativa, tentam mudar a direção, mas o povo sabe de onde vem essa solução.”
A publicação ocorre dias depois de Flávio aparecer segurando um cartaz com a frase “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.
A iniciativa do senador ocorreu um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segurar um cartaz que dizia “O Pix é do Brasil” durante a cerimônia de inauguração de um hospital universitário em Goiás.
Criado pelo BC
Apesar das falas de Flávio Bolsonaro, o Pix começou a ser estruturado pelo Banco Central no governo Dilma Rousseff, em 2016. Em 2018, durante a gestão de Michel Temer, a tecnologia foi aprimorada e regulamentada. Em novembro de 2020, o sistema foi lançado oficialmente, no então governo de Jair Bolsonaro.
As críticas sobre o Pix por parte dos Estados Unidos não são novidade. No ano passado, o governo Trump fez uma investigação contra práticas comerciais “desleais” do Brasil, entre elas, o meio de pagamento instantâneo. Para os EUA, o Pix gera concorrência desleal em detrimento das bandeiras de cartão de crédito norte-americanas.
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