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Governo Lula dispensa mais nove militares que atuavam no GSI

Nos últimos três dias, já são 62 dispensas de membros das Forças Armadas lotados no Gabinete de Segurança Institucional

Brasília|Do R7, em Brasília

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O governo federal dispensou mais nove militares que estavam lotados no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Em três dias, já são 62 membros das Forças Armadas dispensados de suas funções em diferentes áreas do gabinete. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

Dos nove militares dispensados nesta quinta (19), seis atuavam no Escritório de Representação do GSI, no Rio de Janeiro. Os outros três estavam lotados na Secretaria de Segurança e Coordenação. Com a medida, eles serão realocados em outras frentes de atuação das Forças Armadas.

Na quarta-feira (18), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dispensou 13 militares de suas funções no gabinete. Na terça-feira (17), outros 40 membros das Forças Armadas que atuavam na segurança de Lula em Brasília foram dispensados, além de outros 16 lotados em outras áreas da Presidência da República.

Desconfiança

A medida ocorre após algumas declarações do petista que demonstram desconfiança em relação aos militares. Durante café da manhã com jornalistas na última semana, Lula disse que contratou pessoas em quem confia para os cargos de ajudante de ordem, postos que eram ocupados por militares no governo anterior.

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Na sequência, o presidente afirmou estar convencido de que alguém facilitou a entrada de extremistas durante a invasão, em 8 de janeiro, dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. "Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente", disse Lula.

Na ocasião, extremistas que não aceitam o resultado da eleição de 2022 invadiram o Palácio do Planalto e as sedes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Diante do cenário, o presidente decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal até 31 de janeiro. O escolhido para interventor foi Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça.

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