Lula diz que médico voluntário que morreu no RS é exemplo de solidariedade e entrega
Leandro Medice era do Espírito Santo e estava trabalhando no socorro às vítimas das enchentes que assolam o estado gaúcho
Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou as redes sociais nesta terça-feira (14) para se solidarizar com a morte do médico Leandro Medice, que atuava no socorro às vítimas no Rio Grande do Sul. O profissional, de 41 anos, foi encontrado morto em um abrigo de São Leopoldo na última segunda-feira (13). O número de mortos em decorrência das chuvas subiu para 148 no estado.
Leia mais
“Os meus sentimentos à família do médico voluntário Leandro Medice que nos deixou ontem. O cardiologista, que morava no Espírito Santo, estava em São Leopoldo (RS) ajudando as vítimas da enchente. Leandro morreu de um mal súbito. Ele é um exemplo de entrega e solidariedade, como o que estamos vendo de todas as partes do Brasil para ajudar o povo gaúcho neste momento de dificuldades. Um sentimento que une o nosso país e que tenho certeza que se repetiria caso outra parte do nosso país sofresse uma tragédia desta dimensão. Estendo meu abraço a todos os voluntários e as voluntárias que estão por todo o estado ajudando quem precisa”, disse Lula.
Mais de 100 pessoas morreram
Bruna Lima/R7 - 12.05.2024
Medice foi encontrado morto em um abrigo em São Leopoldo. Ele havia embarcado dois dias atrás para o Rio Grande do Sul, onde começou a ajudar as vítimas das enchentes. Especialista em estética e transplante capilar, atendia pacientes em Vila Velha e na capital capixaba, Vitória. Nas redes sociais, o médico gostava de postar imagens das viagens que fazia, do estilo de vida saudável e dos procedimentos cirúrgicos que fazia.
Preocupado com as notícias do Rio Grande do Sul, Medice abriu as portas do instituto que comandava e leva seu sobrenome para receber doações de água mineral, roupas e calçados, alimentos não perecíveis e ração para animais para enviar as vítimas.
“Hoje, estou fazendo algo diferente. Pela primeira vez, vou participar de uma missão humanitária. O Sul está precisando da gente, então, a gente vai sair um pouco da nossa rotina, do nosso conforto de consultório. Uma cirurgia acabou agora há pouco, e a gente já emendou nessa missão. A gente está indo para lá ajudar nossos irmãos, que estão precisando. [...] A gente vai junto nessa missão para dar força e ajudar o máximo de vidas que conseguir”, afirmou.





















