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Lupi reconhece que houve demora do INSS para investigar fraude em aposentadorias

Ministro da Previdência disse que caso ‘levou tempo demais’, mas justificou que instituto não é ‘botequim de esquina’ para resposta em 24h

Brasília|Lis Cappi e Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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O ministro da Previdência, Carlos Lupi, durante anúncio ligado às investigações do INSS Ton Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo | 23.04.2025

O ministro Carlos Lupi, da Previdência Social, reconheceu nesta segunda-feira (28) que houve demora do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) para investigar o esquema de fraude em aposentadorias de aposentados e pensionistas.

Lupi relatou ter feito em junho de 2023 um pedido para que o INSS verificasse todas as denúncias apresentadas. A solicitação veio após relatos recebidos pela Central telefônica do Instituto.

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“Eu pedi à época, instruí, para que o INSS, que é a instituição responsável pela ação dessa política pública, começasse a apurar essas denúncias apresentadas. Levou-se tempo demais”, afirmou Lupi.

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A posição do ministro veio em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. Ao longo do encontro, o titular da Previdência também argumentou que processos internos são demorados e pelo INSS não ser “um botequim de esquina”.

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“Não é um botequim de esquina, não dá para ser feito em 24 horas. Isso é um trabalho que precisa ser profícuo, aprofundado. Agora, com essa ação, compete à PF, junto à CGU, examinar esses 11 casos”, argumentou.

Lupi também citou a falta de funcionários públicos dentro da autarquia. “O volume mensal de solicitações iniciais é de mais de 1 milhão, sendo que o contingente de pessoal para trabalhar nisso é metade do que era há 15 anos. Hoje estamos com cerca de 20 mil [funcionários]. Tudo no INSS é complexo, é uma demanda muito grande. O portal é o mais visitado do governo: em média 75 milhões de pessoas acessam a plataforma todo mês”, sustentou.

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Possível atuação de funcionários

Ao longo do encontro, Lupi voltou a defender o INSS e citou confiança em nomes indicados por ele, mas confirmou a possibilidade de que algum funcionário do instituto tenha participado das ações de fraude em aposentadorias.

“De toda a investigação, são mais de 200 pessoas que estão sendo indiciadas ou apontadas por motivos de responsabilidade que será investigado. Tem algumas pessoas, cinco pessoas do INSS entre essas 200“, disse.

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Os nomes passam pelo de Alessandro Stefanuto, ex-presidente do instituto que foi demitido após operação da Polícia Federal na última semana. Os desdobramentos iniciais apontam para a possibilidade no desvio de recursos em valores que superam os R$ 6 bilhões.

Lupi ainda sustentou não ter preocupações e argumentou não ter sido omisso frente ao comando da pasta.

“Não temos preocupação nenhuma, nenhuma, até porque não somos citados em nenhuma irregularidade e em muito menos de omissão”, afirmou.

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