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Mendonça autoriza prisão domiciliar para filho de ex-diretor do INSS envolvido em fraude

Ministro considerou o estado de saúde da mulher de Eric Fidelis para conceder benefício; investigado deverá usar tornozeleira eletrônica

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro André Mendonça autorizou a prisão domiciliar de Eric Douglas Martins Fidelis, filho de ex-diretor do INSS.
  • A decisão foi tomada devido a complicações de saúde da esposa de Fidelis e à presença de uma filha de sete anos.
  • Fidelis deve usar tornozeleira eletrônica e está proibido de contatar outros investigados no caso.
  • Ele é investigado por receber mais de R$ 3 milhões relacionados a um esquema de fraude no INSS.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mendonça tomou a decisão após saber que a mulher de Fideles teve complicações no parto Rosinei Coutinho/STF - Arquivo

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira (23) prisão domiciliar ao advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, investigado por supostamente intermediar propina no esquema de fraude no órgão.

O ministro tomou a decisão após ser informado de que a esposa de Fideles teve complicações no parto, realizado no último dia 19. Além disso, o casal tem outra filha, de sete anos.

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“A substituição da custódia pela prisão domiciliar revela-se medida humanitária e proporcional, haja vista a presença de filha de sete anos no núcleo familiar, agora agravada pelo nascimento de um novo filho e pelo grave estado de saúde da cônjuge, submetida a cuidados intensivos”, disse Mendonça.

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Fidelis deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com os demais investigados.

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Segundo a Polícia Federal, o escritório Eric Fidelis Sociedade Individual de Advocacia, localizado em Recife, recebeu R$ 1,5 milhão de três empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes.

Conhecido como “Careca do INSS”, Antunes foi preso pela Polícia Federal, acusado de ser um dos principais articuladores do esquema.

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Fidelis teria recebido mais de R$ 3 milhões provenientes do “Careca”: R$ 1,5 milhão por meio do escritório e R$ 1,8 milhão diretamente para a conta de pessoa física.

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