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Justiça do DF nega pedido para proibir ‘Careca do INSS’ de ser chamado pelo apelido

Para tribunal, reportagens que citam o termo ‘careca’ se baseiam em fatos de interesse público e não ultrapassam limites constitucionais

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça do DF rejeitou pedido para proibir o uso do apelido "Careca do INSS" em reportagens sobre Antonio Carlos Camilo Antunes.
  • Tribunal concluiu que as publicações são de interesse público e respeitam a liberdade de imprensa.
  • Antunes está preso e é investigado na Operação Sem Desconto por desvios em mensalidades do INSS.
  • A Polícia Federal apreendeu bens luxuosos relacionados ao empresário, que nega as acusações e promete apresentar documentos de defesa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS
Antunes foi preso em setembro do ano passado, durante a Operação Sem Desconto, da PF Edilson Rodrigues/Agência Senado - 25.9.2025

Por unanimidade, a Terceira Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou um pedido do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes contra o uso do apelido “Careca do INSS” em reportagens.

O tribunal entendeu que as publicações se baseiam em fatos de interesse público, objeto de investigação policial, e não ultrapassam os limites do direito de crítica, sem que se verifique ofensa deliberada. Assim, para a corte, não existe extrapolação dos limites constitucionais da atividade jornalística.


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Para os desembargadores, não houve calúnia, difamação ou injúria, nem fato criminoso. “As reportagens se mantêm no âmbito do relato e da crítica acerca de fatos de interesse público, amparadas pela liberdade de imprensa”.

Os magistrados também entenderam que o apelido não tem “finalidade ofensiva”. “Não há imputação direta e objetiva de crime ao recorrente, nem afirmação categórica de conduta criminosa. A expressão mencionada nas reportagens corresponde a apelido amplamente utilizado na mídia, sem demonstração de finalidade ofensiva“, declarou o relator, desembargador Sandoval Oliveira.


Prisão

Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, deflagrada no ano passado para investigar descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Ele está preso desde setembro do ano passado no presídio da Papuda, em Brasília.


De acordo com as investigações, o empresário operava empresas de fachada para desviar as mensalidades recebidas irregularmente por associações de aposentados.

Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, como BMW e Porsche, em endereços ligados a Antunes.


No ano passado, em depoimento prestado à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, o empresário negou participação nos desvios de mensalidades de aposentados e disse que iria entregar à Polícia Federal documentos para comprovar a legalidade de suas atividades.

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