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Relator do Orçamento diz trabalhar para Congresso votar projeto em 18 de março

Orçamento de 2025 deveria ter sido aprovado em 2024, mas o relator adiou a apresentação do parecer

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Relator do Orçamento diz trabalhar para Congresso votar projeto em 18 de março Pedro França/Agência Senado - 11 de dezembro de 2024

O relator do Orçamento de 2025, senador Angelo Coronel (PSD-BA), disse que trabalha para que a proposta seja analisada pelo Congresso Nacional em 18 de março. Na próxima semana, ele deve apresentar o parecer à CMO (Comissão Mista de Orçamento). Mas o colegiado só deve votar a proposta no dia 17.

“Estamos trabalhando para isso”, disse Coronel ao R7 ao ser questionado sobre a votação em plenário no dia 18. Para a votação da proposta, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), precisa convocar uma sessão conjunta para que deputados e senadores analisem o texto.

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Como mostrou o R7, a CMO tem até o dia 25 de março para analisar a peça orçamentária, pois a composição da comissão precisará ser trocada para a análise do Orçamento de 2026.

O Orçamento deste ano deveria ter sido aprovado em 2024, mas Coronel adiou a apresentação do parecer, alegando que alterações feitas no pacote de corte de gastos enviado pelo governo ao Congresso no fim do ano passado poderiam render complicações no relatório.

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Decisão sobre emendas e embate com o governo

Na semana passada, o presidente da CMO, deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI), disse que a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que aprovou um plano para garantir a transparência das emendas parlamentares, vai “destravar” a votação do Orçamento de 2025.

Na segunda-feira (3), em votação no plenário virtual, os demais ministros referendaram a decisão de Dino. As emendas seguem bloqueadas em algumas situações, como recursos destinados à saúde que não estejam em contas específicas, “emendas Pix” sem plano de trabalho aprovado e emendas de comissão e de bancada aprovadas sem identificação da autoria.

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O documento foi elaborado em conjunto pelo Congresso Nacional e governo federal, que prometeram dizer no que será gasto o dinheiro das emendas Pix e revelar o nome dos parlamentares beneficiados pelo orçamento secreto e pelas emendas de comissão. Segundo o plano, só depois disso o dinheiro cairia na conta dos estados e municípios beneficiados.

O governo vem pressionando o Congresso pela rápida aprovação da peça orçamentária de 2025. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inclusive, disse que acionaria o TCU (Tribunal de Contas da União) em virtude do atraso da análise da lei, o que gerou críticas no Congresso.

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